<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4749523015597115881</id><updated>2011-10-08T00:14:26.292-07:00</updated><title type='text'>Blog do Portela</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://blogdoportela.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoportela.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ricardo Portela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06830163003509055280</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STS0jqBDVBI/AAAAAAAAAEo/QingMHiquFQ/S220/Ricardo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>32</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4749523015597115881.post-412624462957189727</id><published>2011-06-03T23:17:00.001-07:00</published><updated>2011-06-03T23:17:55.776-07:00</updated><title type='text'>A Insustentável Instabilidade do Ser</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Os atos distanciam-se cada vez mais dos objetivos, como se fossem duas entidades díspares, independentes, que não se complementam e seguem caminhos distintos. A urgência do experimentar, e a busca incessante do que se julga como melhor e mais adequado faz das pessoas cegas ás situações e àqueles que a cercam em determinado momento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um mundo inteiro invade cada residência em um instante. Junto com esse mundo, vêm milhares de pessoas que oferecem um caleidoscópio de opções e de vivências. No afã do querer e da busca, cada uma afigura-se como um depositório de expectativas e de tentativas. E para o instável, para o precipitado, para o superficial, cada um é possibilidade e ao mesmo tempo instrumento de manipulação egoísta das vontades mais do que próprias.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A vontade do experimentar e da realização (sempre inatingível) tornam os caminhantes frívolos e superficiais, com um caminho beirando a mediocridade. Tudo ao mesmo tempo agora, todos e nenhum ao mesmo tempo, conclusões precipitadas por aparências. Sim, o império das aparências, das superficialidades, das futilidades e das vivências ocas e sem rendimentos significativos para a evolução do ser.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A ditadura das aparências e das correspondências às exigências sociais aumenta o grau de exigência. Como todos são yng e yang, todos têm lados diferentes mesclados dentro do total chamado personalidade, invariavelmente algo sempre não corresponde ao que é definido como agradável. E com isso caminha-se, caminha-se, tenta-se, tenta-se, e o caminho é em círculos, não tem ponto de partida e nem de chegada, e a bússola que indicaria o norte está embaçada pelas frivolidades e pelo imediatismo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Muitos são “amigos”, muitos são “bacanas”, “legais”, “divertidos”, mas na maioria das vezes esse julgamento está baseado apenas em frases soltas e desconexas que seguem um padrão de “lugar-comum”, ou como qualquer prestidigitador de esquina metido a sábio e guru faz habilmente, apenas dizem coisas que sabe-se que o outro lado espera ouvir, e muitas das vezes funcionam como “flanelas do ego”, pois a vaidade (claro, prima próxima daqueles que vivem de aparências) é sempre a melhor característica a ser alimentada naquele que se espera seduzir.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No campeonato do peso dos egos, tudo vale, vale tudo. Reconhecem-se essas entidades pela capacidade espontânea de colocar em qualquer conversação elementos que o clube dos vaidosos considera como fundamentais e essenciais em um possível membro. Tolas criaturas, aqueles que realmente pertencem a uma privilegiada elite sócio-cultural não costumam propagar seus feitos, viagens e benesses, pois tudo isso assume um perfil tão rotineiro, comum e pequeno dentro de um somatório de vivências determinadoras de suas personalidades que propagar aos quatro ventos essas particularidades se torna apenas exibição gratuita e dispensável.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pobres criaturas, frívolas, superficiais, fúteis e vazias, são prisioneiras de um círculo vicioso aonde &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;cada dia é somente um a mais para voltar ao objetivo do dia seguinte, e para retro-alimentar suas vaidades, Narciso esquece o mundo em volta para se olhar eternamente no espelho, e tudo que importa é o seu reflexo, ou o que ele consegue ver em si mesmo, ou melhor, o que ele QUER ver em si mesmo. Dorian Grey vive de alimentar seu ego, vive de usar suas conquistas como forma de se convencer de sua beleza e superioridade e as enaltecer continuamente, mas ao se deparar a sua verdadeira face e o que o tempo causou nele, toda sua pompa é destruída.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mais uma vez pobres criaturas, pois vivem em um muno de fadas aonde tudo é belo, perfeito, tudo tem que corresponder ao que QUEREM, QUANDO quere, COMO querem, e ai daqueles que ousarem desviar um mínimo naco que seja daquilo que elas pretendem, esses serão atacados e julgados sumariamente. Com certeza, em momentos de adversidade, quando as situações que rodeiam esses entes “superiores” não corresponderem às suas expectativas, o despreparo para enfrentar os problemas e as conseqüências de seus atos se expressará em desespero, inconseqüência e desorientação.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Alertas do Basileu.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4749523015597115881-412624462957189727?l=blogdoportela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoportela.blogspot.com/feeds/412624462957189727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4749523015597115881&amp;postID=412624462957189727' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/412624462957189727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/412624462957189727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoportela.blogspot.com/2011/06/insustentavel-instabilidade-do-ser.html' title='A Insustentável Instabilidade do Ser'/><author><name>Ricardo Portela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06830163003509055280</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STS0jqBDVBI/AAAAAAAAAEo/QingMHiquFQ/S220/Ricardo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4749523015597115881.post-2014401594242594111</id><published>2011-05-23T19:22:00.000-07:00</published><updated>2011-05-23T19:28:01.693-07:00</updated><title type='text'>Manifesto contra o politicamente correto</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-rfLu0mCWVII/TdsXn_se46I/AAAAAAAAAH8/_s3YGRr1Vhg/s1600/Politically%2BIncorrect%2Bsign.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 246px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-rfLu0mCWVII/TdsXn_se46I/AAAAAAAAAH8/_s3YGRr1Vhg/s320/Politically%2BIncorrect%2Bsign.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5610103736700429218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt; line-height:115%"&gt;Vivemos numa sociedade que cada vez mais precisa de regulamentações. As diversas facetas que compõem nossa vivência estão se tornando cada vez mais diversificadas, plurais, e cheias de reentrâncias e detalhes. Isso acarreta, principalmente para aqueles que precisam de uma visão prévia ou mesmo um “manual de instruções” para lidar com as situações, que se listem as atitudes e caminhos a serem seguidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt; line-height:115%"&gt;Nesse contexto entra o que se define como “politicamente correto” – um guia de atitudes, ações e pensamentos que devem ser levados em consideração na vida cotidiana, principalmente no que tange aos relacionamentos humanos. Palavras que devem ser seguidas, atitudes e reações a serem tomadas, e por aí vai. Não existe um guia escrito na verdadeira acepção da palavra, e isso está se tornando tão enraizado na sociedade moderna que muitas das vezes as pessoas acabam sendo “politicamente corretas” mesmo sem saber.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt; line-height:115%"&gt;E isso me incomoda, E MUITO! Primeiramente, porque é um mecanismo de perda de individualidade. No momento em que a pessoa renuncia à sua liberdade de pensamento, de julgamento e de ações em prol de algo que ela, ou a sociedade em volta (ou o senso comum) julgam ou determinam como correto. Daí, como o músculo não utilizado que atrofia, também a capacidade de pensar, de analisar as situações e de tomar decisões se atrofia, já que não é necessário realizar todo esse processo, pois todo um contexto externo à pessoa já fez isso por ela. Como resultado, temos a mediocridade, a imbecilidade e a as mentes limitadas, acomodadas, preguiçosas, e também transtornos psicológicos diversos, decorrentes da falta de habilidade das pessoas em lidar com situações as quais ela não teve “preparo” para analisar e resolver.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt; line-height:115%"&gt;Segundo, e talvez o mais sério ainda, é a enorme quantidade de hipocrisia e demagogia que o politicamente correto vem gerando. Explico-me melhor: as pessoas querem aparentar serem politicamente corretas, e também manter as aparências quanto aos seus objetivos e perspectivas, mas na realidade, na verdade, estão longe de serem da forma como a sociedade impõe que devem ser. Exemplifico: cansei de ver pessoas baterem no peito e dizerem que procuram por relacionamento sério, que querem algo estável e ecoam isso pelos quatro cantos, mas as atitudes cotidianas dessas mesmas pessoas e suas atitudes são o extremo oposto, caem e com gosto na “putaria”, na causalidade e na “busca” desenfreada e frenética. Outro exemplo: quantos se dizem avessos aos preconceitos em geral, porque ser PRECONCEITUOSO é ser politicamente incorreto, é claro, mas frequentemente assumem posições, palavreados e pequenas posições que refletem indubitavelmente diversos “pré-conceitos”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt; line-height:115%"&gt;E isso gera conflito de personalidade, falta de autoconhecimento e de auto-aceitação, pois quando as pessoas caem em si e são defrontadas com suas próprias contradições, entre o que sai da boca, o que se espera dessa pessoa (e o que ela mesma espera de si), e o que se concretiza como realidade através de seus atos, todo um castelo de cartas vai ao chão. Entra em cena então a pré-citada demagogia, e o que mais comumente se afigura é que a pessoa tenta ao máximo esconder para debaixo do tapete tudo aquilo que ela mesma fez que vai contra ao que é politicamente correto, e ao que ela mesma apregoa. Podem ter certeza que mais da metade do que as pessoas acusam como sendo “fofocas”, “intrigas da oposição”, “buchichos” são coisas que ela tenta ao máximo ocultar, mas que, como tudo que existe, invariavelmente se tornam públicas e evidentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt; line-height:115%"&gt;Em minha opinião, o caminho da evolução e do aperfeiçoamento envolve a plena aceitação da nossa personalidade, das nossas qualidades e principalmente defeitos, pois quando se assume esses defeitos, torna-se muito mais fácil analisar quando eles aparecem, de que forma e como se expressam, e então, para uma mente ordenada e equilibrada, torna-se também muito mais fácil burilar esses defeitos para que essas facetas da personalidade sejam manifestadas de uma forma muito mais branda ou lapidada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt; line-height:115%"&gt;A liberdade de pensamento, de opinião, o livre arbítrio, a capacidade de orquestrar através da plena observação das situações as próprias verdades e diretrizes são, para mim, características fundamentais de pessoas tidas como inteligentes e perspicazes. E todos somos capazes de alcançar esse grau de inteligência através da calma, da paciência, do foco de objetivos e perspectivas e da manifestação real de nossas vontades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt; line-height:115%"&gt;Abraços do Basileu. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4749523015597115881-2014401594242594111?l=blogdoportela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoportela.blogspot.com/feeds/2014401594242594111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4749523015597115881&amp;postID=2014401594242594111' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/2014401594242594111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/2014401594242594111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoportela.blogspot.com/2011/05/manifesto-contra-o-politicamente.html' title='Manifesto contra o politicamente correto'/><author><name>Ricardo Portela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06830163003509055280</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STS0jqBDVBI/AAAAAAAAAEo/QingMHiquFQ/S220/Ricardo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-rfLu0mCWVII/TdsXn_se46I/AAAAAAAAAH8/_s3YGRr1Vhg/s72-c/Politically%2BIncorrect%2Bsign.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4749523015597115881.post-8084942277569873993</id><published>2011-05-05T17:00:00.000-07:00</published><updated>2011-05-05T17:02:41.915-07:00</updated><title type='text'>Considerações sobre a união homoafetiva estável</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Com o recente julgamento pelo Supremo Tribunal Federal sobre a União Estável Homoafetiva, muitas coisas foram discutidas e colocadas, mas percebi uma fala do Ministro Lewandovski que me chamou a atenção: "Creio que se está diante de outra entidade familiar distinta da que se caracteriza as uniões estáveis heterossexuais"&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Lewandovski disse algo que é muito parecido com o que venho pensando há muito tempo sobre essa questão. Não se pode julgar ou esperar de uma relação homossexual que ela siga os mesmos preceitos de uma relação heterossexual; acho que um relacionamento homossexual, um relacionamento de dois homens ou duas mulheres, é um relacionamento que tem características diferentes de um relacionamento heterossexual, pois são duas entidades de um mesmo sexo juntas.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Homens são de Marte, mulheres de Vênus, então o mundo que essas pessoas constroem é um mundo baseado na visão ou no jeito de lidar com as coisas de somente um dos sexos, e dessa forma não deve ser encarado ipsi litteris como um relacionamento heterossexual.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Não que seja errado, ou que seja algo que não deva acontecer, ou que seja algo fora do comum, nada disso, apenas é diferente, tem características diferentes. (Quando eu começo a falar isso, sempre tem alguém me acusando de ser contra, de ser preconceituoso... parece quando se critica as ações de Israel, e alguém já te acusa de anti-semita). Isso incute que, dentro de uma rotina do relacionamento, ou seja dentro de casa, quando se pensa em construir algo, fazer algo, montar um relacionamento, não se deve levar em consideração os relacionamentos heterossexuais como parâmetro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Seria algo como o Salgueiro, nem melhor e nem pior, apenas diferente, e os conceitos devem ser desenvolvidos levando em consideração essa diferença.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;As próprias dificuldades enfrentadas no dia a dia pelos homossexuais, inseridas aí as questões de segregação e preconceito, acabam exigindo uma boa dose de foco, de centralização em objetivos e diretrizes determinadas em comum. Dentro dessa perspectiva, os desafios e os problemas rotineiros se tornam as vezes mais comuns e maiores, e por isso, repito, relacionamentos homossexuais exigem das duas partes muita certeza do que se quer, do que se objetiva, do que se almeja, definição clara de metas e perspectivas, e a plena realização dessas metas através de atos, palavras e pensamentos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Talvez pelo fato relatado acima, é tão difícil ver uma união homoafetiva realmente estável. Elas existem, claro, existem sim, há exemplos, mas são minoria dentro de um número total. Talvez o que aconteça seja mais ou menos o seguinte: quando soltamos um pássaro enjaulado, é comum ele voar, voar, até ficar cansado (ou mesmo morrer de estafa), e hoje em dia, com a mudança dos pensamentos e das concepções da sociedade acerca do homossexualismo, a liberdade crescente de relacionamentos, vivências, encontros, e por aí vai, fica cada vez maior, ou seja, há mais possibilidades; daí, muitos confundem a liberdade com a libertinagem (palavrinha pesada, mas não resisti usá-la!), e perdem seu foco, não traduzem em seus atos o que de repente querem em seus pensamentos (ou não querem mesmo, mas dizem que querem para serem “politicamente corretos”). &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Existe no meio homossexual então a tendência a experimentar, a provar, a cada vez mais procurar, sendo isso também um reflexo da nossa sociedade consumista e de certa forma elitista procurar sempre o melhor, o mais, o artigo da moda. Hoje em dia temos o mundo dentro de nossa casa com a internet, e também existe uma possibilidade muito maior das pessoas se conhecerem, até a mobilidade da população é maior. Procura-se sempre, a busca é constante, e nunca se chega numa plena realização dessa busca, pois sempre “pode aparecer algo melhor”. Aí, sem seriedade, foco, maturidade, firmeza de pensamento e ações, fica difícil construir uma relação ESTÁVEL.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O politicamente correto hoje em dia é pensar em igualdade, falar de igualdade, mas meu pensamento não é esse; não vejo a igualdade, mas eu vejo a construção paulatina de uma nova realidade; é pensar no novo, é pensar que é o encontro não de uma mulher com um homem, mas de dois homens ou de duas mulheres, e que dentro disso o relacionamento em si pode ter características e deve ser construído de modo a levar isso em consideração, que são duas entidades de um mesmo sexo num mesmo momento juntas. Para quem acha que estou sendo precipitado ou exagerado a pensa nisso, devo lembrar que psicologicamente homens e mulheres são entidades que se comportam e reagem a estímulos do meio de forma diferente. Por exemplo, o poder do homem acaba no falo, e o da mulher vai além dele... a valorização do elemento, da forma, do concreto, do abstrato, a escolha pelo caminho do sentimento ou da razão são diferentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Em nenhum momento disse que existe problema, nem disse que era algo que não deveria ser permitido; penso apenas que relacionamento homoafetivo é algo que tem características em si que deve ser pensado de forma diferente, deve ser construído de forma diferente, é um aprendizado, é a busca de uma forma, de caminhos e de opções. É a construção de uma verdade A DOIS, de um caminho a dois. Ainda não existe modelo definido, apenas “insights”, dicas de como e para aonde caminhar. Muitos diriam que é complicado, mas eu tenho certa ojeriza de quando se diz que algo é complicado. Reparem quando se discute algo, e alguém diz “É complicado”, a conversa termina, parece que pelo fato de algo ser complicado não deve nem se pensar nisso e nem discutir isso, deve-se deixar acontecer... não, é realmente complicado, mas deve ser desvendado, aprendido, exige força, determinação, para ser construído. É uma expressão pura da evolução e do caminho de vida a qual todos estamos sujeitos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Abraços fraternais.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4749523015597115881-8084942277569873993?l=blogdoportela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoportela.blogspot.com/feeds/8084942277569873993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4749523015597115881&amp;postID=8084942277569873993' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/8084942277569873993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/8084942277569873993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoportela.blogspot.com/2011/05/consideracoes-sobre-uniao-homoafetiva.html' title='Considerações sobre a união homoafetiva estável'/><author><name>Ricardo Portela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06830163003509055280</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STS0jqBDVBI/AAAAAAAAAEo/QingMHiquFQ/S220/Ricardo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4749523015597115881.post-8313968974571990332</id><published>2011-02-16T18:17:00.000-08:00</published><updated>2011-02-16T18:23:28.164-08:00</updated><title type='text'>A inércia e o torpor da culpa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-bkaNcfUzTEg/TVyGi_e716I/AAAAAAAAAH0/vut50PArkGg/s1600/guilt.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 225px; height: 224px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-bkaNcfUzTEg/TVyGi_e716I/AAAAAAAAAH0/vut50PArkGg/s320/guilt.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574478374492690338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A crescente qualificação que nos é exigida no mundo atual nos faz pessoas extremamente criteriosas, com cobranças constantes na vida profissional. A concorrência é grande, cada passo em falso pode representar o fim de uma carreira, ou mesmo o fim de um comodismo; então continuamente, para aqueles que possuem compromisso e responsabilidade, vigiamos nossos passos, atitudes, falas, pensamentos, para que possamos estar sempre de acordo com tudo aquilo que se espera de nós.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Ao mesmo tempo, isso acaba se refletindo na vida pessoal e sentimental. Cada momento de nossa vida privada é regido por passos muitas vezes calculados (ou não), os quais são dados para se estar de acordo com uma vontade ou verdades impostas pelas pessoas que nos cercam. E aqueles que procuram (sinceramente) o aperfeiçoamento constante e a melhora sempre acabam dando o máximo de si para que tudo saia de acordo com um modelo de perfeição. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E quando as coisas não saem de acordo com esse modelo pré-imposto de perfeição, todos aqueles que estão comprometidos com essa exigência constante acabam por se sentirem mal, fracassados, e no final das contas, se culpando pelas adversidades. E aí que entra a palavra chave desse post, a CULPA.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Já dizia o filósofo oriental que somos responsáveis diretos pela nossa felicidade e por grande parte dos acontecimentos que nos envolvem diretamente. Sim ele tem razão nisso, pelo menos em minha opinião.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Em muitos momentos, podemos causar a temperança, ou até mesmo a fúria, e o grande mistério da vida reside na reação que pode ocorrer de nossos atos. Por mais que calculados, sempre há o fator da imprevisibilidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Daí a conseqüência desse quadro é que muitos cultivam o medo, o receio de tentar, de agir, de arriscar. E esse medo é originário muitas vezes da incerteza de saber se poderia arcar com a responsabilidade dos atos. E conseqüentemente com a culpa que isso pode acarretar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Culpa é algo humano, é algo que sentiremos independente do quanto estejamos preparados para as conseqüências. E é um sentimento próprio daqueles que são responsáveis, que cultivam o compromisso e que realmente estão “fazendo o momento”. Mas se torna algo extremamente deletério quando se estende por um tempo muito longo, pois acarreta um estado de torpor, no qual o culpado se torna cego para qualquer tipo de reação que se possa tomar para poder reverter uma situação. Essa culpa se torna uma redoma, que envolve e faz com que os contatos com o mundo real sejam limitados, e dessa forma limita também os sentimentos que deveriam ser despertados pelos acontecimentos em volta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A culpa limita a liberdade de pensamento, cerceia o livre-arbítrio e a capacidade de assumir atitudes práticas e expor sentimentos e anseios. Age profundamente no ser humano, jogando-o em um turbilhão de (re)sentimentos, tornado-o mais vulnerável a ser manipulado, a ser dirigido por forças estranhas à sua verdade e vontade. Ela esconde o “ser” e coloca o indivíduo em um “estar” inibido, tímido, limitado, trôpego e ocioso. A culpa é prima próxima da incapacidade de reação e de ação, do imobilismo, do comodismo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E por que xingar a culpa dessa forma? Por que expor esse sentimento de forma tão detalhada e cheia de adjetivos? Para que possamos reconhecer QUANDO nos afundamos nesse sentimento. Para reconhecer quando nos tomamos vítima desse desgaste, e seu prisioneiro. Para que possamos distinguir o quanto é deletério viver se culpando das situações que nos cercam e se atolar nessa areia movediça.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E, na minha opinião, há sim maneiras e formas de não atolar o pé nessa jaca. Como disse antes, sentir a culpa é humano, é normal, o ruim é se afogar nela. Para evitar isso, creio eu que é fundamental antes de qualquer coisa procurar ambientes, lugares que transmitam paz, serenidade, lugares no qual se esteja ausente de qualquer interferência que possa prejudicar a fluência normal dos pensamentos e da razoabilidade. E nesse lugar, aonde se pode sentir como um pedaço, um componente desse ambiente como um todo, pode-se consultar os alfarrábios da memória, e da pessoa razão que existe dentro de todos nós, com a finalidade de avaliar melhor a realidade, os atos realizados e suas conseqüências, e as formas possíveis de reerguer aquilo que foi derrubado. Não de remediar, não de continuar batendo na mesma tecla, não de manter as mesmas atitudes e reações, mas sim de tomar novas atitudes, que muitas das vezes podem ser muito parecidas com as antigas, mas que são caracterizadas por pormenores e pequenas mudanças na forma e na apresentação. E essas mudanças, que sempre têm de ser sutis, lentas e tímidas na aparência, mas vigorosas em sua intensidade e duração, podem então ser uma expressão de atitudes práticas, de EVOLUÇÃO.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A dúvida pode ter um aspecto e uma fama ruim, mas ela é primordial, pois desencadeia um processo no qual podemos questionar a realidade, desencadeia a busca de respostas, desencadeia o trilhar de caminhos de autoconhecimento e de reconhecimento do que nos cerca. E muitas das vezes não encontramos as respostas, mas nos enriquecemos com a busca, e dessa forma paulatinamente evoluímos. E as respostas aparecem, nem sempre como uma verdade final, mas como um novo olhar da realidade que já há muito existia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A culpa fica pelo caminho, deixada para trás, quando tomamos atitudes práticas que representam o quanto aprendemos com a situação que causamos, ou que muitas das vezes achamos que causamos. Do momento em que as situações adversas representam uma aprendizagem e resultam em uma melhora do nosso ser, a culpa cai por terra, porque não haverá mais sentido em possuí-la, já que poderemos enxergar que no fim das contas aquele “probleminha” foi útil no sentido de que nos auxiliou a sermos pessoas melhores, com um entendimento melhor da realidade, dos nossos próprios limites e capacidades.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Cara amiga que a tantos ensina o modo correto de falar e de escutar (queria tanto dominar tais artes...), espero que você possa enxergar que seus limites são muito maiores do que a cerca que você colocou em torno de você, que a culpa que você sente está deixando você em um estado de torpor que somente vai retardar e impedir que você possa tirar as verdadeiras lições dos acontecimentos, que vai limitar a forma como você sente o ambiente em que vive. Assuma atitudes pequenas, sutis, leves, discretas em sua intensidade, mas que somadas uma a uma representem uma reviravolta de longo prazo nas adversidades.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Saudações do Basileu.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4749523015597115881-8313968974571990332?l=blogdoportela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoportela.blogspot.com/feeds/8313968974571990332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4749523015597115881&amp;postID=8313968974571990332' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/8313968974571990332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/8313968974571990332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoportela.blogspot.com/2011/02/inercia-e-o-torpor-da-culpa.html' title='A inércia e o torpor da culpa'/><author><name>Ricardo Portela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06830163003509055280</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STS0jqBDVBI/AAAAAAAAAEo/QingMHiquFQ/S220/Ricardo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-bkaNcfUzTEg/TVyGi_e716I/AAAAAAAAAH0/vut50PArkGg/s72-c/guilt.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4749523015597115881.post-158052206392855691</id><published>2011-02-08T10:39:00.000-08:00</published><updated>2011-02-08T10:45:48.663-08:00</updated><title type='text'>Na verdade nada esconde essa minha timidez...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/TVGPD9Buj1I/AAAAAAAAAHs/LyVUfpDXa5c/s1600/Leao.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/TVGPD9Buj1I/AAAAAAAAAHs/LyVUfpDXa5c/s320/Leao.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5571391512118202194" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;As palavras faladas não são o meu forte. Acho que uma certa timidez me impede de expressar tudo aquilo que eu gostaria utilizando a forma falada, por isso muitas vezes utilizo o meio escrito. É até mais fácil, porque ao escrever pode-se pesar o que se vai dizer, e pensar nas palavras a serem utilizadas. Como bem diria a Bethânia: "eu sei que eu tenho um jeito meio estúpido de ser, e de dizer...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito piamente que o que mais importa É COMO SE DIZ ALGO, e não O QUE SE DIZ em si. Sabendo-se pesar e usar as palavras, você pode até convencer um FDP que ele é realmente um FDP. E muito mais do que as palavras, a entonação em si pode também expressar muito. Meus animais sempre me obedeceram muito mais por uma entonação daquilo que eu falo para eles, do que propriamente pelas palavras ditas em si. Não que eu esteja chamando as pessoas de animais ou irracionais, mas a palavra falada tem a vantagem da entonação, que pode ser sarcástica, engraçada, séria...enfim, carregar aquilo que se sente ao se dizer determinada coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez essa pequena introdução seja até uma enrolação... para tentar chegar no ponto que eu gostaria de chegar. Seria certo ou não expressar e dizer aquilo que se sente? Para muitos, dizer o que realmente se sente é ser sincero, é ser honesto, e não esconder uma situação. Mas o problema reside em como, quando, onde dizer, para não ser mal interpretado, ou para que aquilo que se quer dizer acabe não dando um efeito rebote (feedback negativo ou positivo, meus caros fisiologistas?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para outros, não se deve expressar realmente o que se sente, pois pode-se em algum momento parecer piegas, exageradamente sentimental, ou mesmo assustar por aparentar um grau de carência extremo e excessivo. E alguns ainda enfatizam o risco de se abrir demais, de se expor demais. E sempre vem o problema de ser “misunderstood” em algum momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu maior problema em me expressar, em colocar meus sentimentos, e daí vem também uma causa da timidez à qual eu me referi no início, vem de um histórico de baixa auto-estima, de não acreditar em mim mesmo como alguém que poderia dividir meus sentimentos e momentos, ou mesmo alguém que poderia estar, por diversas variáveis , condenado a uma vida a la Greta Garbo (I want to be alone...). A falta de “self-confidence”. Isso ocasionou que eu apenas começasse a me permitir ser mais emocional, a ter sentimentos um pouco mais profundos, a partir de 22 anos. Antes disso, não acontecia, mas não acontecia creio eu hoje em dia que muito mais por “não me permitir” do que “não acontecia mesmo”. Me achava “undesirable” (essa palavra existe?), ou como diria Morrissey, “Unloveable”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, isso passou, hoje em dia olho para trás e avalio essa fase e sei que ela passou, não vejo mais as coisas com esse tipo de ponto de vista digno de uma música de Edith Piaf. Mas sempre fica uma sobrinha, uma nesga, um resquício, e esses resíduos acabam sempre batendo no fundo da cabeça e suscitando perguntas e questionamentos, tais como: “Isso seria para mim mesmo?”; “Eu seria digno disso?”; “Eu mereceria isso?”; “Tem tanta gente melhor do que eu, com muito mais atributos e qualidades, acho que eu não preencheria todos os requisitos necessários”; e demais coisas que refletem apenas consequências de uma vivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso mudou, aprendi a lidar com esses tipos de pensamentos e de questionamentos. Talvez uma pessoa que me influenciou foi um grande amigo, já falecido, que nas suas palavras simples, sempre traduzia diversas facetas da vida. “Há sempre um chinelo velho para calçar um pé torto”... Saudades da filosofia simples de Polinésio Areas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então creio que o caminho que escolhi hoje em dia seja o de externar o que sinto, o que espero, o que pretendo. Talvez algo muito próximo do “se jogar”, ou arriscar, ou não deixar a oportunidade passar. “A deusa da vitória nunca sorri duas vezes para a mesma pessoa”, já dizia um ditador há muito (e graças a Deus) morto. Mas mesmo assim, o sorriso de Nike Victoria deve ser entendido e compreendido de uma forma mais ampla, e as reações a ele da mesma forma. Há de se manter um equilíbrio entre a total entrega e inconseqüência, e a completa ignorância aos fatos em volta. É o caminho mais difícil, saber dosar, saber encontrar a temperança, ou o caminho do meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É,talvez seja esse o caminho. Saber externar esses sentimentos, saber colocar eles nas palavras corretas, em um momento exato, dentro do contexto ideal. Não é esconder, não é hipocrisia, não é covardia e nem timidez, é aprender a colocar de forma concreta coisas tão abstratas como o sentimento. Talvez um aprendizado individual, para o qual não há fórmulas, nem um caminho único, apenas uma fora de cada um conseguir compreender o que diz o seu “eu” sentimental e pessoal, para dessa forma conseguir moldá-lo para a forma concreta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços grandes a todos que amo de todo meu coração!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4749523015597115881-158052206392855691?l=blogdoportela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoportela.blogspot.com/feeds/158052206392855691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4749523015597115881&amp;postID=158052206392855691' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/158052206392855691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/158052206392855691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoportela.blogspot.com/2011/02/na-verdade-nada-esconde-essa-minha.html' title='Na verdade nada esconde essa minha timidez...'/><author><name>Ricardo Portela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06830163003509055280</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STS0jqBDVBI/AAAAAAAAAEo/QingMHiquFQ/S220/Ricardo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/TVGPD9Buj1I/AAAAAAAAAHs/LyVUfpDXa5c/s72-c/Leao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4749523015597115881.post-287162114177583449</id><published>2011-01-13T19:10:00.000-08:00</published><updated>2011-01-13T19:18:30.107-08:00</updated><title type='text'>Amar: do it yourself</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/TS_AYh11ArI/AAAAAAAAAHg/TCXTyzuUbRk/s1600/diy.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/TS_AYh11ArI/AAAAAAAAAHg/TCXTyzuUbRk/s320/diy.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5561875592459387570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor, substantivo abstrato. Amar então é fazer algo abstrato, que não tem forma, cor, odor...  daí a dificuldade de se definir o que é amar, ou em outras palavras, se determinada pessoa ama ou não outrem. &lt;br /&gt;Mas como eu gosto da praticidade, e de colocar as coisas da forma mais simples e exeqüível possível, penso que algumas atitudes ou situações podem representar o verdadeiro sentido do “amar”:&lt;br /&gt;- Vontade real e legítima de ver alguém;&lt;br /&gt;- Satisfação em ver outra pessoa feliz, e vontade de realizar coisas que façam essa pessoa se sentir bem;&lt;br /&gt;- A rotina que não se vê, que não se sente, que não se apresenta na sua definição clássica, ou seja, a mais detestada... a vivência rotineira que não relembra a rotina...&lt;br /&gt;- Aquela pequena satisfação íntima, às vezes traduzida em um batimento do coração mais acelerado, em um olhar de satisfação, na hora que se revê alguém;&lt;br /&gt;- Vontade de pegar no colo, de amparar, de retirar tudo de ruim que possa acontecer com alguém, em momentos de dificuldades;&lt;br /&gt;- O tempo que não se vê passar quando se está acompanhado;&lt;br /&gt;- O riso fácil, o beijo casual;&lt;br /&gt;- A vontade quase constante de jogar para cima o racional (mas não jogar... sempre equilibrar o racional e o sentimental... fifty to fifty)&lt;br /&gt;- O papo que não acaba, que flui, que não precisa ser alimentado, pois se alimenta espontaneamente;&lt;br /&gt;- A vontade de ficar mais um minutinho que seja na cama, de manhã, ou até mesmo acordar um pouquinho antes, só para desfrutar de pequenos e curtos momentos juntos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas alguns mais pessimistas, ou que se rotulam realistas, podem dizer que esses fatores só acontecem num início de relacionamento. Que, com o tempo, se extinguem e acabam não acontecendo mais. Até pode ser verdade, em muitos casos, quando as preocupações do dia a dia acabam se impondo, quando a o foco dos sentimentos se desviam. Lembrar de todas essas coisas descritas acima, do quanto eram boas, do quanto elas ajudavam a vencer as adversidades cotidianas é algo que pode, e muito, servir de ferramenta para reafirmar e consolidar a vida a dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços de um veterinário que gostaria de ver a pureza, a fidelidade, o companheirismo e a inocência de atos dos animais em grande parte dos seres humanos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4749523015597115881-287162114177583449?l=blogdoportela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoportela.blogspot.com/feeds/287162114177583449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4749523015597115881&amp;postID=287162114177583449' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/287162114177583449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/287162114177583449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoportela.blogspot.com/2011/01/amar-do-it-yourself.html' title='Amar: do it yourself'/><author><name>Ricardo Portela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06830163003509055280</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STS0jqBDVBI/AAAAAAAAAEo/QingMHiquFQ/S220/Ricardo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/TS_AYh11ArI/AAAAAAAAAHg/TCXTyzuUbRk/s72-c/diy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4749523015597115881.post-198143206217157057</id><published>2011-01-09T07:49:00.000-08:00</published><updated>2011-01-09T07:52:21.474-08:00</updated><title type='text'>Sobre a felicidade e a busca...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/TSnZm6h_jtI/AAAAAAAAAHY/nTEcu_qUZik/s1600/happiness.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 216px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/TSnZm6h_jtI/AAAAAAAAAHY/nTEcu_qUZik/s320/happiness.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5560214477535678162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo quer ser feliz, todo mundo almeja a felicidade, mas sempre se ouve mais falar sobre a busca em si, mas não do encontro final. É extremamente difícil falar sobre buscar algo que as mesmas pessoas que empreendem essa jornada de busca não sabem definir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, como felicidade é um conceito abstrato, a sua definição seja difícil de estabelecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas algumas coisas podem a tornar concreta, mais palpável, tais como:&lt;br /&gt;1- O cheiro da pessoa amada, ou de quem gostamos, o cheiro da comida esperada ansiosamente, o aroma da natureza em locais com matas, cachoeiras.&lt;br /&gt;2- O prazer de estar na companhia de pessoas  queridas, aquela sensação de nem ver o tempo passar, da conversa que rende mesmo sem esforço para tocar para frente.&lt;br /&gt;3- A sensação de estar em equilíbrio com o meio aonde se vive, mesmo que seja momentânea. Sensação de fazer parte do universo ou da natureza, de estar consciente de que os mesmos átomos que compõem aquela natureza também nos compõem.&lt;br /&gt;4- O privilégio de ver uma paisagem bonita, um pôr de sol, um amanhecer, sentir o ar puro sendo inspirado, a calmaria da floresta, as cores ímpares e naturais.&lt;br /&gt;5- O prazer de ver a pessoa querida a qual há muito não vimos, ou de apenas dar um bom dia para aqueles que nos ajudam a nos desenvolver no nosso dia a dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez isso tudo possa exprimir uma certeza. Felicidade mora em “pequenas” coisas, presentes em nosso cotidiano, às quais muitas das vezes nem conferimos a devida importância. Hoje em dia, devido à grande disponibilidade de informação, somos bombardeados frequentemente com propagandas de coisas maravilhosas, prometendo sempre resultados miraculosos, e a vida passa a ser algo no qual seu sucesso está diretamente ligado à obtenção desses bens. A felicidade virou algo “mercantilista”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso não se aplica somente a produtos. Pessoas também. O fluxo de informações nos leva a contemplar os “modelos de beleza”, e almejar a ser e a ter esses semi-deuses apolínicos. E daí a felicidade se torna de novo algo mercantilista, pois está atrelada à obtenção do que a sociedade moderna e a mídia como um todo determina como padrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, baseado no que se impõe a nós como prerrogativas básicas para ser feliz, procura-se, procura-se, procura-se, e nunca se acha a tal felicidade. Sempre falta algo, sempre tem alguma coisa a mais que poderia completar um quadro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande filósofo do século passado dizia que “é muito mais no processo de busca que podemos crescer como indivíduos, do que no momento final de conquista”.  Pensando no que disse Jihad Krishnamurti, e sem querer muito tergiversar do que ele disse (ele mesmo sempre repetia: duvidem, questionem, reformulem o que eu estou dizendo...”), acho que, em relação a felicidade, a palavra certa é NÃO BUSQUEM!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não buscar a felicidade? Não querer ser feliz? Poxa, Ricardo Portela, que é isso, vc enlouqueceu de vez? Não... ok... vamos com calma... vamos redefinir essa história toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi com a experiência própria que pequenos momentos felizes sempre acontecem de maneira espontânea, quase inesperada, quase não calculada, mas sempre fruto de um determinado contexto que, num momento em que quase se esquece de como esse contexto foi criado, ele rende frutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, penso sinceramente que a felicidade reside em pequenas coisas, pequenos momentos, pequenos sentimentos (lembrando sempre que a definição “pequeno” é para algo que consideramos “pequenos”, mas que muito certamente não o são). O fato é que se formos nos concentrar na BUSCA DA FELICIDADE, ela se torna distante, porque sempre se buscará, e na ânsia e no afã dessa busca, esses “pequenos” instantes podem passar despercebidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valorizemos o que temos, o que criamos, o que passamos, mesmo por mais momentâneos que sejam.  Um olhar, um “ver”, um sentir, um vivenciar... e sendo muito sincero, também procuremos passar para todos em volta a felicidade em pequenos atos, mas que traduzam em muito o que sentimos e o que queremos repassar com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, me sinto feliz, apesar de ver pessoas em volta que estão passando por momentos difíceis. Acho que Deus me deu essa felicidade nesse momento para poder compartilhar com quem precisa. Tentemos, pois. As vezes a felicidade pode ser como um milagre de Jesus, no qual o quanto mais se compartilha e se doa, mais se tem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos, abraços e carinhos a todos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4749523015597115881-198143206217157057?l=blogdoportela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoportela.blogspot.com/feeds/198143206217157057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4749523015597115881&amp;postID=198143206217157057' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/198143206217157057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/198143206217157057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoportela.blogspot.com/2011/01/sobre-felicidade-e-busca.html' title='Sobre a felicidade e a busca...'/><author><name>Ricardo Portela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06830163003509055280</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STS0jqBDVBI/AAAAAAAAAEo/QingMHiquFQ/S220/Ricardo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/TSnZm6h_jtI/AAAAAAAAAHY/nTEcu_qUZik/s72-c/happiness.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4749523015597115881.post-4901726018518156658</id><published>2010-12-06T18:35:00.000-08:00</published><updated>2010-12-06T18:40:56.636-08:00</updated><title type='text'>Divagações sobre um fim chamado morte</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/TP2eiCOc64I/AAAAAAAAAHM/dhLCqJjohRw/s1600/mortinha.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 234px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/TP2eiCOc64I/AAAAAAAAAHM/dhLCqJjohRw/s320/mortinha.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547764623540546434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa que ainda me deixa muito intrigado é o quanto diversas pessoas têm medo da morte. Acho que a premissa de um fim, de algo inevitável e que de qualquer jeito virá algum dia, desafia a natureza humana de tal forma, que gera esse receio todo.&lt;br /&gt;Talvez a morte não seja lá algo tão ruim assim. Se uma pessoa segue a filosofia do “sieze the day” , ela não teve temer a morte, pois está vivendo o máximo que pode todo o dia de sua vida.  E a morte não representaria nenhum tipo de débito, porque a pessoa estaria ainda em crédito com tudo que conseguiu gozar na vida.&lt;br /&gt;Se alguém acha que tem uma vivência infeliz, a morte significaria o rompimento com sua rotina de acontecimentos e problemas desagradáveis, cessando assim seus tormentos. Nada mais “suitable”.&lt;br /&gt;Se alguém acredita na vida após a morte, de repente morrer pode ter um significado especial, porque seria a oportunidade da pessoa vivenciar tudo que ela acredita. E quem sabe talvez matar a curiosidade, para ver se o que ela acredita realmente tem um certo sentido.&lt;br /&gt;Talvez a maior preocupação com relação à morte seja para pessoas as quais possuam dependentes, familiares, filhos, esposas, coisas afins. Aí a situação realmente complica, visto que existiria o sentimento da falta, da perda, da dependência, do como continuar a vida... não é meu caso.&lt;br /&gt;Penso se esse seria um bom momento para morrer. Penso numa tal intensidade que já estou quase convicto disso. Talvez o fato de eu ter semeado tanta coisa em minha vida que resultou num isolamento emocional e físico tão grande, como se afigura atualmente, jogue um reflexo no fato de que, se eu morrer agora, minha falta não será sentida. Não terei pessoas para chorarem minha ausência, talvez nem para segurar a alça de meu caixão. Por isso mesmo nem quero caixão, por favor direto ao crematório, e de lá cinzas na cachoeira. Sem velório por favor, e se tiver algum evento, por favor sirvam um doze anos, pois é o tipo de ambiente que eu gosto.&lt;br /&gt;Pode parecer pessimista, derrotista, mas é algo que se afigura dessa forma para mim nesse instante. Sem medo da morte, até curioso para saber o me espera lá do outro lado. Vamos abrir as portas da esperança!! A porta dos desesperados, qual vc quer, a do céu, do inferno, ou do purgatório? Ou quem sabe um período umbralino? Caminhos inesperados...&lt;br /&gt;Reveria tantas pessoas, quem sabe. Tia Ieda, minha avó Auzinda, Odaléa... meu pai não, nem teria o interesse, deixa ele por lá aonde ele estiver.  &lt;br /&gt;Ou quem sabe eu poderia me divertir um pouco obsediando umas malas sem alça desse mundo? Algumas pessoas que precisariam provar um pouco de suas próprias atitudes? Colher aquilo que plantou? Algumas coisas estariam mais claras para mim.&lt;br /&gt;Desculpem o tom... mas é o tom que está saindo do meu piano no momento.&lt;br /&gt;Saudações do além túmulo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4749523015597115881-4901726018518156658?l=blogdoportela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoportela.blogspot.com/feeds/4901726018518156658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4749523015597115881&amp;postID=4901726018518156658' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/4901726018518156658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/4901726018518156658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoportela.blogspot.com/2010/12/divagacoes-sobre-um-fim-chamado-morte.html' title='Divagações sobre um fim chamado morte'/><author><name>Ricardo Portela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06830163003509055280</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STS0jqBDVBI/AAAAAAAAAEo/QingMHiquFQ/S220/Ricardo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/TP2eiCOc64I/AAAAAAAAAHM/dhLCqJjohRw/s72-c/mortinha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4749523015597115881.post-8613365629653883016</id><published>2010-05-24T19:02:00.000-07:00</published><updated>2010-05-24T19:04:19.246-07:00</updated><title type='text'>Sobre a omissão e o compromisso... ou sobre como tornar-se o culpado de todas as coisas ao seu redor...</title><content type='html'>Posso ter muitos defeitos, e tenho mesmo. Mas um dos que eu não quero em nenhum momento carregar em minhas costas é de ser omisso. Não consigo simplesmente deixar de emitir minha opinião e ficar calado perante as situações. Sem pretensões maiores, acho que sempre posso colaborar da forma que for com o que está em minha volta. Talvez isso venha de uma característica minha de ser mais feliz fazendo os outros felizes do que somente pensar no meu próprio umbigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso dói muitas vezes. E a dor que advém disso é a falta de compreensão das pessoas ao redor, as quais pensam sempre de forma bélica e defensiva, e continuamente esperam o pior de todos. E o julgamento que advém dessas atitudes é sempre implacável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vestir a camisa é compromisso. Lutar pelo meio aonde se encontra, pelo bem estar das pessoas e das instituições com as quais se tem alguma ligação é algo praticamente fundamental para quem quer a melhora de todos. Ter compromisso é se aplicar ao máximo para que os objetivos próprios e comuns (e esses dois devem ser redundantes) possam ser cumpridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ao ter compromisso, ao ter posicionamento, ao não ser omisso, acaba-se sendo alvo... preferencial ainda por cima... a palavra bode expiatório talvez se aplique nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas deve-se sempre agir de forma justa, imparcial, sem prejudicar a ninguém. Fazendo aos outros aquilo que gostaria que fizessem a você. Essa prerrogativa inclui: lei de ação e reação, de reciprocidade, de amor ao próximo, de respeito, de convívio em sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpem o tom amargo, mas no momento ainda bem triste com os últimos acontecimentos... passa, eu sei, mas é humano que eu fique assim por um tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudações portelenses e rubro-negras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4749523015597115881-8613365629653883016?l=blogdoportela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoportela.blogspot.com/feeds/8613365629653883016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4749523015597115881&amp;postID=8613365629653883016' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/8613365629653883016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/8613365629653883016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoportela.blogspot.com/2010/05/sobre-omissao-e-o-compromisso-ou-sobre.html' title='Sobre a omissão e o compromisso... ou sobre como tornar-se o culpado de todas as coisas ao seu redor...'/><author><name>Ricardo Portela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06830163003509055280</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STS0jqBDVBI/AAAAAAAAAEo/QingMHiquFQ/S220/Ricardo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4749523015597115881.post-8070680629931582318</id><published>2010-05-10T16:06:00.000-07:00</published><updated>2010-05-10T16:09:33.918-07:00</updated><title type='text'>A todos os amigos...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/S-iRyXbl3iI/AAAAAAAAAGI/NpQNIvIwFuw/s1600/justice+league.png"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5469782041910697506" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/S-iRyXbl3iI/AAAAAAAAAGI/NpQNIvIwFuw/s320/justice+league.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A todos os amigos que neste momento tentam se posicionar em suas vidas, desejo sorte. A sorte daqueles que realizam, daqueles que arriscam, daqueles que tentam. A sorte que nem é tão sorte assim, pois é acompanhada de experiência, de força, de garra e de vontade, e que dessa forma burla o simples acaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todos os amigos que atualmente procuram se estabelecer em suas vidas, desejo justiça. A justiça daqueles que possuem caráter, que possuem embasamento moral, daqueles que praticam a ética em suas vidas. A justiça que nem é tanto justiça assim, pois é apenas a reação e conseqüência natural de suas ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todos os amigos que procuram sempre o melhor para todos à sua volta, desejo foco. Foco em seus objetivos, em suas habilidades, em suas vivências. O foco que nem é tão foco assim, pois é apenas um desenrolar óbvio de suas personalidades e de suas vontades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todos os amigos que travam diariamente a batalha da sobrevivência e talvez da subsistência, desejo revolução. A revolução do micro e do macro ambiente em que vivem, a revolução pacífica dos Cravos sem espinhos, a revolução da primavera sem canhões. A revolução que nem é tão revolução assim, pois é um processo constante que ocorre diariamente no cotidiano de quem realiza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todos os amigos que neste momento vivem momentos de tensão, desejo a calma, a serenidade e a temperança. A temperança daqueles que possuem o conhecimento, a prática e a tática de agir sempre balanceando os extremos e procurando o caminho do meio. A serenidade que nem é tão serenidade assim, pois é a expressão de um vulcão de sentimentos e pressentimentos, sendo dosados a cada minuto em cada situação específica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todos os amigos que muitas das vezes desanimam perante às adversidades e às situações ambíguas que se apresentam cada dia mais, desejo o ânimo. O ânimo daqueles que podem e devem sempre se impor com base em suas aptidões e habilidades. O ânimo que não é nem tão ânimo assim, pois as verdadeiras recompensas e retribuições advêm da consciência limpa e realizada com o dever cumprido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Go, go, amiga irmã de tantos pais diferentes... go, go, peixe tatuado da loira tubarão. Ao infinito e além, vocês podem, e podem MUITO mesmo. Os meus mais sinceros votos de que tudo ocorra da melhor maneira possível! Que todos os deuses da justiça, desde Thor com seu martelo, passando por Zeus e seus raios até Aton e seu disco solar, e chegando em Xangô com seu machado, possam ser as energias fundamentais que os guiem, os abençoem e os ajudem sempre. I´ll be there for you, forever and ever!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4749523015597115881-8070680629931582318?l=blogdoportela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoportela.blogspot.com/feeds/8070680629931582318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4749523015597115881&amp;postID=8070680629931582318' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/8070680629931582318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/8070680629931582318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoportela.blogspot.com/2010/05/todos-os-amigos.html' title='A todos os amigos...'/><author><name>Ricardo Portela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06830163003509055280</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STS0jqBDVBI/AAAAAAAAAEo/QingMHiquFQ/S220/Ricardo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/S-iRyXbl3iI/AAAAAAAAAGI/NpQNIvIwFuw/s72-c/justice+league.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4749523015597115881.post-1768820352369370833</id><published>2009-02-01T20:07:00.000-08:00</published><updated>2009-02-01T20:14:09.902-08:00</updated><title type='text'>Tô voltando!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/SYZyYoJvrtI/AAAAAAAAAFg/oeftb28DjPw/s1600-h/Pedra_de_Guaratiba.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298047779068686034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/SYZyYoJvrtI/AAAAAAAAAFg/oeftb28DjPw/s400/Pedra_de_Guaratiba.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;Tô voltando&lt;br /&gt;(Chico Buarque)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ir armando o coreto&lt;br /&gt;E preparando aquele feijão preto&lt;br /&gt;Eu tô voltando&lt;br /&gt;Põe meia dúzia de Brahma pra gelar&lt;br /&gt;Muda a roupa de cama&lt;br /&gt;Eu tô voltando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leva o chinelo pra sala de jantar&lt;br /&gt;Que é lá mesmo que a mala eu vou largar&lt;br /&gt;Quero te abraçar, pode se perfumar&lt;br /&gt;Porque eu tô voltando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá uma geral, faz um bom defumador&lt;br /&gt;Enche a casa de flor&lt;br /&gt;Que eu tô voltando&lt;br /&gt;Pega uma praia, aproveita, tá calor&lt;br /&gt;Vai pegando uma cor&lt;br /&gt;Que eu tô voltando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz um cabelo bonito pra eu notar&lt;br /&gt;Que eu só quero mesmo é despentear&lt;br /&gt;Quero te agarrar&lt;br /&gt;Pode se preparar&lt;br /&gt;porque eu tô voltando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Põe pra tocar na vitrola aquele som&lt;br /&gt;Estréia uma camisola&lt;br /&gt;Eu tô voltando&lt;br /&gt;Dá folga pra empregada&lt;br /&gt;Manda a criançada pra casa da avó&lt;br /&gt;Que eu to voltando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz que eu só volto amanhã se alguém chamar&lt;br /&gt;Telefone não deixa nem tocar&lt;br /&gt;Quero lá, lá, lá, ia, porque eu to voltando!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4749523015597115881-1768820352369370833?l=blogdoportela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoportela.blogspot.com/feeds/1768820352369370833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4749523015597115881&amp;postID=1768820352369370833' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/1768820352369370833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/1768820352369370833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoportela.blogspot.com/2009/02/to-voltando.html' title='Tô voltando!!!'/><author><name>Ricardo Portela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06830163003509055280</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STS0jqBDVBI/AAAAAAAAAEo/QingMHiquFQ/S220/Ricardo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/SYZyYoJvrtI/AAAAAAAAAFg/oeftb28DjPw/s72-c/Pedra_de_Guaratiba.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4749523015597115881.post-7188334330738051693</id><published>2009-02-01T19:47:00.000-08:00</published><updated>2009-02-01T19:57:10.519-08:00</updated><title type='text'>La Joie de Vivre (A Alegria de Viver)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/SYZuWaZKLGI/AAAAAAAAAFY/e5RI8xrDPMY/s1600-h/Joie.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298043342968990818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 319px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/SYZuWaZKLGI/AAAAAAAAAFY/e5RI8xrDPMY/s400/Joie.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Meu corpo e minha alma ressentem-se nesse momento de sua presença. Mas de uma forma na qual o sentimento que predomina é a felicidade, a esperança e o contentamento de poder ter alguém para sentir saudades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, essa saudade torna-se algo extremamente prazeroso. Saber de sua existência, e ter no horizonte a certeza do reencontro injeta em mim um ânimo e uma alegria constantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A designação correta para felicidade pode ser muito abstrata. Muitas das vezes gozamos de momentos que somente um longo tempo após caracterizamos como felizes. Talvez felicidade possa ser definida como instantes no qual passamos em paz conosco mesmos, ou quem sabe quando os problemas parecem pequenos e fáceis de serem resolvidos. De certa forma posso estar incorrendo em um eufemismo, por tudo que creio, pois sigo ao pé da letra a máxima do Gautama “nossa felicidade não pode ser baseada em outrem”. Mas essa outra pessoa pode nos auxiliar a nos ver de uma forma diferente, e também encarar a realidade de uma maneira mais suave e menos pessimista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez esteja sentindo nesse momento algo que há muito tempo no passado já havia sentido antes. E que tinha perdido a esperança de que retornasse. Mas uma das coisas que aprendi a respeitar em minha vida é o inusitado, ou melhor traduzindo, a facilidade com que as melhores coisas acontecem quando menos se espera. As ruins não, vêm todas em cadeia, mas as boas, as que realmente rendem frutos, são apresentadas em um minuto quando se está menos preparado para recebê-las, e daí talvez esteja o grande “it” da questão. A responsabilidade de reconhecer esses fatos como bons e de saber assimilá-los a vida é muito maior, e dessa forma corre-se o risco de “perder o bonde”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas recuso-me a deixar essa oportunidade correr entre meus dedos. Recuso-me a não permitir que esse momento renda frutos e se torne pleno. Por pior que Hitler possa ter sido, ele disse algo que me parece certo: “A Deusa da Vitória não sorri duas vezes para a mesma pessoa”. Agarro-me a Baudelaire, e sacio minha sede em suas palavras e em suas flores do mal, quando essas dizem “viver é amar, enquanto alguém ama, vive, por isso desistir de amar é desistir de viver, é um suicídio”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Citando Zeca Pagodinho, “deixa a vida me levar”, e lembrando, num outro extremo, de Bertold Brecht, “que se foda o amanhã, o que importa é o hoje, as verdades de hoje não serão mais amanhã”. Com isso quero dizer que jogo para cima os medos, questionamentos, todos os impedimentos que somente consumiriam tempo e levariam a confusão mental, para poder viver o que o coração dita nesse momento. Claro que sempre com uma pontinha de razão, equilibrando razão e emoção numa balança de São Miguel. Talvez a melhor expressão para isso seja a americana “take chance”, arriscar-se, tentar, fazer por onde, mas sempre com os riscos calculados. Mas não vejo riscos, talvez a palavra seja pesada demais. Nesse momento, vejo o caminho mais do que aberto para viver algo que há muito almejo, e do qual já quase tinha desistido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, mesmo perante todas as adversidades, problemas, acontecimentos, coisas chatas, o sentimento que você desperta em mim, o que você representa para mim, o jeito exato como você é, têm me permitido ter alegria de viver...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Estou chegando...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4749523015597115881-7188334330738051693?l=blogdoportela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoportela.blogspot.com/feeds/7188334330738051693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4749523015597115881&amp;postID=7188334330738051693' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/7188334330738051693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/7188334330738051693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoportela.blogspot.com/2009/02/la-joie-de-vivre-alegria-de-viver.html' title='La Joie de Vivre (A Alegria de Viver)'/><author><name>Ricardo Portela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06830163003509055280</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STS0jqBDVBI/AAAAAAAAAEo/QingMHiquFQ/S220/Ricardo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/SYZuWaZKLGI/AAAAAAAAAFY/e5RI8xrDPMY/s72-c/Joie.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4749523015597115881.post-5087725259642712711</id><published>2009-01-13T10:00:00.000-08:00</published><updated>2009-01-14T03:52:50.261-08:00</updated><title type='text'>A você que está distante...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/SW3SCIr5tEI/AAAAAAAAAFQ/KGnJlEKTtps/s1600-h/DSC01189.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291116071363392578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/SW3SCIr5tEI/AAAAAAAAAFQ/KGnJlEKTtps/s400/DSC01189.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/SWzXatgBOdI/AAAAAAAAAFI/0XHqDFp6KM4/s1600-h/deserto.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A você que está distante, quero dizer que, enquanto a distância é algo físico e concreto, os sentimentos são abstratos e não podem ser medidos, por isso não há uma relação direta entre estar distante e deixar de sentir, pois são duas coisas absolutamente diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A você que está distante, quero expressar minha completa e total felicidade em ter estado com você, e ter desfrutado de sua companhia, mesmo que fosse por uma pequena fração de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A você que está distante, quero confessar que desde que a distância se instaurou entre nós, tenho pensado constantemente em ti, e que a toda a hora, a todo momento, a todo instante, você se faz presente e próximo de mim através da saudade e da vontade que tenho de estar a seu lado, além das boas lembranças que tenho de quando não estávamos distantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A você que está distante, quero compartilhar de toda a minha ansiedade em poder lhe rever, em poder olhar em seus olhos, em poder me fazer presente, em poder te sentir de novo junto a mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A você que está distante, quero transmitir tudo aquilo que sinto e desejo, tornando crível e possível a quase fábula da telepatia, pois dessa forma poderia externar com mais precisão todo o sentimento que possuo por você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A você que está distante, quero ilustrar todos os sonhos, desejos, perspectivas e anseios que tomam conta de mim com relação a você, e que me tornam a cada dia mais ciente de que uma parte sua ficou em mim, e que continuamente ela cresce e se torna também um pedaço de minha existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A você que está distante, quero externar toda minha saudade, toda minha vontade, todo meu bem querer, os quais ficam pequenos e muito parciais de serem definidos somente com palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A você que está distante, afirmo que não existe a distância, pois a memória, a lembrança, as recordações são tão intensas e presentes, que te transformam em uma parte próxima de minha vida.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4749523015597115881-5087725259642712711?l=blogdoportela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoportela.blogspot.com/feeds/5087725259642712711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4749523015597115881&amp;postID=5087725259642712711' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/5087725259642712711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/5087725259642712711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoportela.blogspot.com/2009/01/voc-que-est-distante.html' title='A você que está distante...'/><author><name>Ricardo Portela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06830163003509055280</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STS0jqBDVBI/AAAAAAAAAEo/QingMHiquFQ/S220/Ricardo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/SW3SCIr5tEI/AAAAAAAAAFQ/KGnJlEKTtps/s72-c/DSC01189.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4749523015597115881.post-6106036789677352683</id><published>2008-12-01T20:11:00.001-08:00</published><updated>2008-12-01T20:16:53.794-08:00</updated><title type='text'>Sentido Contrário</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STS2Unm7MGI/AAAAAAAAAFA/nAxynmWxvVk/s1600-h/taviani.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 335px; height: 298px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STS2Unm7MGI/AAAAAAAAAFA/nAxynmWxvVk/s400/taviani.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275041528903577698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;  Começando uma nova fase (ou pelo menos tentando e aproveitando a boa oportunidade que se afigura no horizonte), brindo a todos com uma música de Isabella Taviani, dessa vez num humor e sentido completamente contrários aos da música anterior da mesma cantora. Deleitem-se, e se puderem, tentem ouvir a música, é realmente para mexer com os sentidos de quem tem algo nascendo dentro de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table background="/images/vagadagua.jpg" cellpadding="5" height="460" width="100%"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td align="left" height="50" valign="top"&gt;&lt;b style="font-size: 15px;"&gt;Isabella Taviani  - Sentido Contrário&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Isabella Taviani&lt;/i&gt; &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td align="left" valign="top"&gt;&lt;pre&gt;Tudo que eu queria agora&lt;br /&gt;Era um beijo teu&lt;br /&gt;Molhado como quase sempre estão os olhos meus&lt;br /&gt;Deitar nos teus ombros e dormir em paz&lt;br /&gt;Será que é pedir demais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cadê você amor?&lt;br /&gt;Sozinha agora estou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que eu queria&lt;br /&gt;Era o seu calor&lt;br /&gt;Colar teu corpo junto ao meu&lt;br /&gt;Detonar o cobertor&lt;br /&gt;Mas é contraditório&lt;br /&gt;Tua pele quente me faz tremer&lt;br /&gt;Cadê você amor?&lt;br /&gt;Por que não vem me ver?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí o que é que eu faço&lt;br /&gt;Com a falta que você me faz&lt;br /&gt;A hora nesse quarto parece andar pra trás&lt;br /&gt;Mas quando estou com você o tempo voa&lt;br /&gt;Voa, o tempo voa&lt;/pre&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4749523015597115881-6106036789677352683?l=blogdoportela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoportela.blogspot.com/feeds/6106036789677352683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4749523015597115881&amp;postID=6106036789677352683' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/6106036789677352683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/6106036789677352683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoportela.blogspot.com/2008/12/sentido-contrrio.html' title='Sentido Contrário'/><author><name>Ricardo Portela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06830163003509055280</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STS0jqBDVBI/AAAAAAAAAEo/QingMHiquFQ/S220/Ricardo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STS2Unm7MGI/AAAAAAAAAFA/nAxynmWxvVk/s72-c/taviani.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4749523015597115881.post-3205713017781559519</id><published>2008-12-01T19:41:00.000-08:00</published><updated>2008-12-01T19:50:44.705-08:00</updated><title type='text'>"Estamos indo de volta pra casa..."</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STSwdLCtWvI/AAAAAAAAAEc/Hv7oYiUu2Fc/s1600-h/miguel+pereira.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275035078784539378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 263px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STSwdLCtWvI/AAAAAAAAAEc/Hv7oYiUu2Fc/s400/miguel+pereira.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“Minha alma canta, vejo o Rio de Janeiro..”. A música de Tom Jobim não me sai da cabeça. Nesse fim de ano, atolado de provas, correções, concursos, conspirações e coisas afins, a mente se fixa na data de 18 de dezembro. Nesse exato dia, os Transportes Aéreos Marília me levarão desse lugar em direção à minha terra natal.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Quero minha mãe, quero estar ao seu lado, e poder ajudar o que eu puder, poder lhe atender em tudo que me for possível. Quero poder cozinhar para ela e para todos os amigos de longa data, que fazem relembrar minha infância e de tudo que passei em bons momentos (e também alguns não tão bons assim) em Miguel Pereira. Quero armar a árvore de Natal, ver cada detalhe, e tentar dessa forma encher a casa com um pouco de espírito mais puro e humano, que apesar de cada dia mais raro e pouco lembrado, quem sabe pode acender pequenas chamas em corações os mais duros possíveis.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Quero meus amigos de longa data, revê-los, abraçá-los, dividir um pouco de minhas aflições, perspectivas e realidade. Quero as conversas longas, quando se esquece a hora, e quando os assuntos fluem, sem nem ao menos se forçar a continuidade do papo. Tia Gracinha, modelo e exemplo de caráter, retidão e de atitudes corretas. Pai Paulinho, irmão de coração de longa data, Regina pessoa querida que mora em lugar especial no meu coração.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Desejo imensamente dar um tempo dessa terra com tanta mediocridade e leniência. Por um momento, por mais que se aparente com uma fuga, quero esquecer problemas, dilemas, intrigas e escárnios. Anseio me sentir perto de pessoas que representem algo a mais, e que tenham esse algo a mais para oferecer, e que fazem você crescer com apenas alguns minutos de convivência. Quero ser compreendido, quero de novo pessoas que não pré-julgam, e que não possuam a incrível necessidade de retrucar tudo que se fala, apenas pelo simples prazer de ser contrário a tudo que se pensa ou se deseja fazer. Falar somente uma vez e ser ouvido por pessoas com capacidade de entender sem ter que se repetir trocentas vezes a mesma coisa ou mudar o que se fala para um vocabulário “mais acessível”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Quero a Lapa, a Portela, o réveillon de Copacabana, ou mesmo o do Lago de Javary. Quero a empada do Belmonte, o Rib´s do Outback, o hot dog da Rua das Laranjeiras, ou mesmo o sanduíche de pão com lingüiça do Alemão. Quero me sentir de novo em casa para poder rememorar (mesmo que somente na lembrança) gostos perdidos num tempo longínquo que não volta mais, como as balinhas de coco de Dona Arinda, a moela da Dona Auzinda e as bolinhas de queijo e milho de Odaléa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Quero o frio de minha serra, o nevoeiro que chega aos poucos e de tudo se apossa, tornando a pequena cidade do interior fluminense quase uma Londres. O cobertor, as meias de lã, os casacos tricotados por mãos mais que queridas, todos juntos formando um cenário que as vezes me parece tão distante.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Quero ouvir o tambor tocando para buscar quem mora longe (e me trazendo), quero a fé simples, humana, rediviva, sem questionamentos desnecessários e deslocados. O pé no chão, a candura e a simplicidade do branco, o pedido de iluminação sintetizado na frágil luz da vela, a palavra curta e simples, mas ao mesmo tempo carregada de significado e de discernimento, as palmas festejando a alegria de poder crer em algo maior.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Quero ouvir a máquina de costura consertando a roupa antiga, mas da qual se tem gosto de usar, o barulho dos bandos de maritacas, o rádio que anuncia o começo do dia na cozinha, a voz da vizinha tão querida que chama querendo me rever, ou mesmo o silêncio das noites frias da cidade perdida entre os morros da Mata Atlântica.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Quero o frescor e o prazer de estar na cachoeira, à beira do rio, o vento frio que bate no rosto nas manhãs quando se vai comprar o pão na padaria de Lourdes, a cabeça inclinada da pastora alemã pedindo afago, o bicar suave da maritaca Cleo passeando em meus ombros.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mãe-de-santo firma seu congá porque Xangô vai chegar!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;MÃE, EU TÔ CHEGANDO!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Ricardo Wagner&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4749523015597115881-3205713017781559519?l=blogdoportela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoportela.blogspot.com/feeds/3205713017781559519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4749523015597115881&amp;postID=3205713017781559519' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/3205713017781559519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/3205713017781559519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoportela.blogspot.com/2008/12/estamos-indo-de-volta-pra-casa.html' title='&quot;Estamos indo de volta pra casa...&quot;'/><author><name>Ricardo Portela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06830163003509055280</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STS0jqBDVBI/AAAAAAAAAEo/QingMHiquFQ/S220/Ricardo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STSwdLCtWvI/AAAAAAAAAEc/Hv7oYiUu2Fc/s72-c/miguel+pereira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4749523015597115881.post-1022094985070770356</id><published>2008-01-21T06:22:00.000-08:00</published><updated>2008-01-21T06:30:18.795-08:00</updated><title type='text'>Raspe dos seus dedos minhas digitais</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/R5SsBot_qeI/AAAAAAAAAC0/2qxqXodnHo8/s1600-h/isabella-taviani.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5157936617356241378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/R5SsBot_qeI/AAAAAAAAAC0/2qxqXodnHo8/s400/isabella-taviani.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Recomeço esse ano com a letra de uma música de Isabella Taviani. Tenho ouvido bastante essa música, as vezes duas, três vezes seguidas. Acho que pode representar uma quebra com o passado e uma tentativa de olhar para a frente, sem resquícios do passado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Digitais&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Isabella Taviani&lt;br /&gt;Composição: Isabella Taviani&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Eu tava aqui tentando não pensar no seu sorriso&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas me peguei sonhando com sua voz ao pé do ouvido&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E te liguei&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me encontro tão ferida, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;mas te vejo ai também em carne viva&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Será que não tem jeito?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esse amor ainda nem nasceu direito, pra morrer assim&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se você pudesse ter me ouvido um pouco mais&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se você tivesse tido calma pra esperar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se você quisesse poderia reverter&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se você crescesse e então se desculpasse&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas se você soubesse o quanto eu ainda te amo&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É que eu não posso mais&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não vou voltar atrás&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Raspe dos teus dedos minhas digitais&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu não vou voltar atrás&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apague da cabeça o meu nome, telefone e endereço&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu não vou, eu não vou voltar atrás&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Arranque do teu peito o meu amor cheio de defeitos&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me mata essa vontade de querer tomar você num gole só&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me dói essa lembrança das suas mãos em minhas costas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sob o sol da manhã&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Você já me dizia: conheço bem as suas expressões&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Você já me sorria ao final de todas as minhas canções&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então por que?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se você pudesse ter me ouvido um pouco mais&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se você tivesse tido calma pra esperar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se você quisesse poderia reverter&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se você crescesse e então se desculpasse&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas se você soubesse o quanto eu ainda te amo&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É que eu não posso mais&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não vou voltar atrás&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Raspe dos teus dedos minhas digitais&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu não vou voltar atrás&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apague da cabeça o meu nome, telefone e endereço&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu não vou, não vou voltar atrás&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Arranque do teu peito o meu amor cheio de defeitos&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cheio de defeitos...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4749523015597115881-1022094985070770356?l=blogdoportela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoportela.blogspot.com/feeds/1022094985070770356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4749523015597115881&amp;postID=1022094985070770356' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/1022094985070770356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/1022094985070770356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoportela.blogspot.com/2008/01/raspe-dos-seus-dedos-minhas-digitais.html' title='Raspe dos seus dedos minhas digitais'/><author><name>Ricardo Portela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06830163003509055280</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STS0jqBDVBI/AAAAAAAAAEo/QingMHiquFQ/S220/Ricardo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/R5SsBot_qeI/AAAAAAAAAC0/2qxqXodnHo8/s72-c/isabella-taviani.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4749523015597115881.post-442869273273584211</id><published>2007-11-12T22:59:00.001-08:00</published><updated>2007-11-12T23:03:02.174-08:00</updated><title type='text'>The Color Purple</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/RzlMD-rH1tI/AAAAAAAAACs/OV2Wl2_spAA/s1600-h/color_purple_ver1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5132216881612576466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/RzlMD-rH1tI/AAAAAAAAACs/OV2Wl2_spAA/s400/color_purple_ver1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mais um vídeo da série de filmes que mexe comigo, e com meus sentimentos. A Cor Púrpura, com Whoopi Goldberg e Oprah Winfrey. Impossível não me identificar com Miss Celie em diversas cenas. E impossível ficar indiferente a tudo que ela passou. A cena final, do reencontro com Natie, é algo que primoroso em mexer com os corações mais gelados.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=sSctbcBWy_Q"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=sSctbcBWy_Q&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4749523015597115881-442869273273584211?l=blogdoportela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoportela.blogspot.com/feeds/442869273273584211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4749523015597115881&amp;postID=442869273273584211' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/442869273273584211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/442869273273584211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoportela.blogspot.com/2007/11/color-purple.html' title='The Color Purple'/><author><name>Ricardo Portela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06830163003509055280</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STS0jqBDVBI/AAAAAAAAAEo/QingMHiquFQ/S220/Ricardo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/RzlMD-rH1tI/AAAAAAAAACs/OV2Wl2_spAA/s72-c/color_purple_ver1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4749523015597115881.post-6902214604164137965</id><published>2007-11-12T22:32:00.000-08:00</published><updated>2007-11-12T22:46:05.168-08:00</updated><title type='text'>Nuovo Cinema Paradiso</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/RzlICurH1sI/AAAAAAAAACk/xIG-yxdlVik/s1600-h/TotoAlfredohor.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5132212462091228866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/RzlICurH1sI/AAAAAAAAACk/xIG-yxdlVik/s400/TotoAlfredohor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É de cortar o coração esse vídeo. Cinema Paradiso é um filme que sempre me emociona. Traz recordações tão intensas da época de infância. De uma infância bem vivida, de pessoas que foram importantes nessa época e que já se foram, de crescer, e abandonar o ninho. E de repente voltar, e ver na cidadezinha pequena tudo como foi há um tempo que já se foi, mas extremamente presente na lembrança...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=yK1smbWqP1g"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=yK1smbWqP1g&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4749523015597115881-6902214604164137965?l=blogdoportela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoportela.blogspot.com/feeds/6902214604164137965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4749523015597115881&amp;postID=6902214604164137965' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/6902214604164137965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/6902214604164137965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoportela.blogspot.com/2007/11/nuovo-cinema-paradiso.html' title='Nuovo Cinema Paradiso'/><author><name>Ricardo Portela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06830163003509055280</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STS0jqBDVBI/AAAAAAAAAEo/QingMHiquFQ/S220/Ricardo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/RzlICurH1sI/AAAAAAAAACk/xIG-yxdlVik/s72-c/TotoAlfredohor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4749523015597115881.post-7572222346718009653</id><published>2007-11-06T15:36:00.000-08:00</published><updated>2007-11-06T15:47:07.798-08:00</updated><title type='text'>Le Pont Mirabeau</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/RzD87wJQGPI/AAAAAAAAACc/myzv81S1eDs/s1600-h/pont+mirabeau.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5129878079041181938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/RzD87wJQGPI/AAAAAAAAACc/myzv81S1eDs/s320/pont+mirabeau.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nada mais adequado ao momento do que o poema de Apollinaire. Sempre atual. Sempre dilacerante ao dissecar as emoções perdidas e a visão longínqüa do futuro incerto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;LE PONT MIRABEAU&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;(Apollinaire, 1912)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Sous le pont Mirabeau &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;coule la Seine&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Et nos amours&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Faut-il qu'il m'en souvienne&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;La joie venait toujours après la peine&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Vienne la nuit sonne l'heure&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Les jours s'en vont je demeure&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Les mains dans les mains restons face à face&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Tandis que sous&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Le pont de nos bras passe&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Des éternels regards l'onde si lasse&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Vienne la nuit sonne l'heure&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Les jours s'en vont je demeure&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;L'amour s'en va comme cette eau courante&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;L'amour s'en va&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Comme la vie est lente&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Et comme l'Espérance est violente&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Vienne la nuit sonne l'heure&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Les jours s'en vont je demeure&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Passent les jours et passent les semaines&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Ni temps passait&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Ni les amours reviennent&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Sous le pont Mirabeau coule la Seine&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Vienne la nuit sonne l'heure&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Les jours s'en vont je demeure&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4749523015597115881-7572222346718009653?l=blogdoportela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoportela.blogspot.com/feeds/7572222346718009653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4749523015597115881&amp;postID=7572222346718009653' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/7572222346718009653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/7572222346718009653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoportela.blogspot.com/2007/11/le-pont-mirabeau.html' title='Le Pont Mirabeau'/><author><name>Ricardo Portela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06830163003509055280</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STS0jqBDVBI/AAAAAAAAAEo/QingMHiquFQ/S220/Ricardo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/RzD87wJQGPI/AAAAAAAAACc/myzv81S1eDs/s72-c/pont+mirabeau.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4749523015597115881.post-8120314570225017551</id><published>2007-10-28T05:10:00.000-07:00</published><updated>2007-10-28T05:26:53.615-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/RyR_1QJQGOI/AAAAAAAAACU/mY1wQjwZiGY/s1600-h/DSC01390.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126362828698032354" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/RyR_1QJQGOI/AAAAAAAAACU/mY1wQjwZiGY/s320/DSC01390.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Que le temps d'avant, c'était le temps d'avant&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Tão fácil às vezes lembrar-se de situações as quais seriam preferíveis que não fossem difíceis de esquecer. A mente torna, retorna, e chega a um ponto de partida, como se andasse em círculos. Não obedece a vontade própria, aliás, ELA sim possui essa vontade própria.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Queria não lembrar que errei. Queria apenas aprender com esses erros, e não mais cometê-los, e dessa forma não conviver mais com eles.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Queria não lembrar que fui humilhado. Queria apenas consertar todas minhas características que foram dignas de humilhações, para que elas não mais se apresentassem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Queria não lembrar que devotei atenções e prioridades a quem não as queria, e que, portanto as legaram à mera e reles basura. Queria apenas aprender à quem direcionar tamanha força e concentração a pessoas que realmente fossem dignas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Queria não lembrar que amei, e por amar, fui reduzido a motivo de escárnio e deboche. Queria apenas amar de novo, e sendo mais específico, ser capaz de amar de novo, sem receios e pés atrás.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Queria não lembrar que na grande maioria das vezes a vida não nos oferece exatamente aquilo que nós queremos. Queria ter a certeza que aquilo que desejo eu posso ter e alcançar, sem o medo de que a luta possa ser em vão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Queria não lembrar que a vida pode ser cruel e ameaçadora em grande parte das vezes. Queria ter a ilusão de que tudo são rosas, e rosas, e rosas, e que não preciso andar com medo de tropeçar em pedras e espinhos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Queria não ser realista ao extremo. Queria apenas me permitir o direito de sonhar com coisas que se afiguram como extremamente impossíveis de serem realizadas, e de se tornarem prática comum e corrente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Queria esquecer que existe o fator limitante TEMPO. E que muitas coisas não se resolvem somente com o tempo. Queria apenas convencer-me que possuo todo o tempo disponível para acertar o verdadeiro caminho e para esquecer daquele que acabei de trilhar sem destino.&lt;br /&gt;Queria esquecer que para tudo na vida, as pessoas demonstram interesse. Queria apenas acreditar que muitos, pelo menos a maioria, pautam suas ações pela total e completa falta de interesse, única e exclusivamente objetivando o bem estar alheio e a doação, assim como o fiz em tantas oportunidades.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Queria deixar no “tiempo del olvido” que por muitas vezes em todos os lugares que passei em minha vida até hoje, deixei pessoas com às quais em algum momento possa não ter agido corretamente. Queria ter a percepção que sempre consegui agradar a gregos e troianos, e que todo meu esforço foi sempre recompensado com a gratidão, e que por nenhum momento ocasionei a infelicidade alheia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;MAS, COMO PERCEBO POR TUDO QUE PASSEI, NEM SEMPRE O QUERER É PODER!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;POSSO, por sobremaneira, tentar equilibrar coração e sentimento, half to half, e medir toda a doação, para que essa não seja nem escassa a ponto de se pressentir um descaso, e nem excessiva, a ponto de ser mal-entendida e possivelmente limitante.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;POSSO, de uma forma simples, olhar em frente, aprender com os erros, pensar sempre antes de agir, e dessa forma minimizar daqui para frente a ocorrência de acontecimentos dos quais seria melhor nem lembrar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;POSSO, e tenho a capacidade para isso, tornar meus sentimentos mais passíveis de controle, e mais previdentes, e antes de ser tomado de paixões efêmeras e passageiras, raciocinar melhor a quem entregar meus sentimentos, que de tão difíceis de serem definidos, acabam se tornando um bem extremamente raro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;POSSO, com larga margem de razão, conscientizar-me de que apesar de fazer sempre o possível, aqueles que nos rodeiam são fruto de uma vivência diferente, e por isso acabam enxergando e entendendo os fatos de maneiras díspares, e dessa forma podem enxergar as coisas de uma forma muito diferente da minha. Nesse sentido, mal-entendidos podem ser constantes, e não dependem exclusivamente de mim para que aconteçam.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;POSSO, todavia todos podemos, fazer do tempo um aliado, mas um aliado ao qual demonstramos respeito e subserviência, pois ele é quem vai dirigir a cinética dos acontecimentos, e que determina a duração dos objetivos e das próprias capacidades e a intensidade dos atos perante a sua necessidade.&lt;br /&gt;POSSO, e quero ter certeza disso, esperar que “para todo pé torto, existe um chinelo velho para calçar”, e deixar o tempo ser rei, e adestrar os sentimentos à sombra da razão, e aguardar para que o dito “save the best for the last” ocorra na prática.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Depois de avaliar isso tudo, espero acreditar que o tempo de antes, FOI o tempo de antes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4749523015597115881-8120314570225017551?l=blogdoportela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoportela.blogspot.com/feeds/8120314570225017551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4749523015597115881&amp;postID=8120314570225017551' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/8120314570225017551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/8120314570225017551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoportela.blogspot.com/2007/10/que-le-temps-davant-ctait-le-temps.html' title=''/><author><name>Ricardo Portela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06830163003509055280</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STS0jqBDVBI/AAAAAAAAAEo/QingMHiquFQ/S220/Ricardo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/RyR_1QJQGOI/AAAAAAAAACU/mY1wQjwZiGY/s72-c/DSC01390.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4749523015597115881.post-200688842889100945</id><published>2007-10-22T21:39:00.000-07:00</published><updated>2007-10-22T22:05:37.935-07:00</updated><title type='text'>A presença de Billie Holiday</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/Rx2BCLjv0wI/AAAAAAAAACM/CPgXslJ5S_M/s1600-h/billie-layout.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5124393825479938818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/Rx2BCLjv0wI/AAAAAAAAACM/CPgXslJ5S_M/s400/billie-layout.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Praticamente impossível não me render ao poder da voz de Billie Holiday, como também é quase que inevitável ouvir as letras de suas músicas ressoando dentro de mim. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Engraçado esse meu gosto musical, sempre baseado em pessoas que sofreram tanto por amor, como Billie, Piaf, Maysa, Nina Simone, Elis... por mais piegas que possa parecer, me identifico com as situações que elas cantaram, por me sentir incluído de sobremaneira em grande parte delas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Para temperar a noite de insônia, deixo a todos duas letras de músicas cantadas magistralmente por Billie, as quais me acompanham sempre que questiono o que é o sentimento, e principalmente como lidar com ele.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sinceramente, é muito mais fácil lidar com a razão do que com os sentimentos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;SOLITUDE&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Eddie Delange, Irving Mills, Duke Ellington&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;In my solitude you haunt me&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;With reveries of days gone by&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;In my solitude you taunt me&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;With memories that never die&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;I sit in my chair &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Filled with despair&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Nobody could be so sad&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;With gloom ev'rywhere&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;I sit and I stare&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;I know that I'll soon go mad&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;In my solitude&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;I'm praying&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Dear Lord above&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Send back my love&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;YOU DON'T KNOW WHAT LOVE IS&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Don Raye / Gene DePaul &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;You don’t know what love is&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Until you’ve learned the meaning of the blues&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Until you’ve loved a love you’ve had to lose&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;You don’t know what love is&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;You don’t know how lips hurt&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Until you’ve kissed and had to pay the cost&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Until you’ve flipped your heart and you have lost&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;You don’t know what love is &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;You Don’t Know What Love Is&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4749523015597115881-200688842889100945?l=blogdoportela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoportela.blogspot.com/feeds/200688842889100945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4749523015597115881&amp;postID=200688842889100945' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/200688842889100945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/200688842889100945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoportela.blogspot.com/2007/10/presena-de-billie-holiday.html' title='A presença de Billie Holiday'/><author><name>Ricardo Portela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06830163003509055280</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STS0jqBDVBI/AAAAAAAAAEo/QingMHiquFQ/S220/Ricardo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/Rx2BCLjv0wI/AAAAAAAAACM/CPgXslJ5S_M/s72-c/billie-layout.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4749523015597115881.post-7418137018408068372</id><published>2007-10-17T17:08:00.000-07:00</published><updated>2007-10-17T17:37:06.114-07:00</updated><title type='text'>Eu queria cantar-te um fado</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/RxaqL7jv0vI/AAAAAAAAACE/YgGKk-kJ2gY/s1600-h/amalia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5122468748123427570" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/RxaqL7jv0vI/AAAAAAAAACE/YgGKk-kJ2gY/s400/amalia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu queria cantar-te um um fado, que tivesse uma letra melancólica, mesclada à uma música lacerante, traduzindo toda a dor que sempre acompanha todo o amor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Estranha Forma de Vida&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Foi por vontade de Deus&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Que eu vivo nesta ansiedade&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Que todos os ais são meus&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Que é toda minha a saudade&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Foi por vontade de Deus&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Que estranha forma de vida&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tem este meu coracão&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vive de vida perdida&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quem lhe daria o condão?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Que estranha forma de vida&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Coracão independente&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Coracão que não comando&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vives perdido entre a gente&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Teimosamente sangrando&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Coracão independente&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu não te acompanho mais&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pára, deixa de bater&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se não sabes onde vais&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Porque teimas em correr?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu nao te acompanho mais &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4749523015597115881-7418137018408068372?l=blogdoportela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoportela.blogspot.com/feeds/7418137018408068372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4749523015597115881&amp;postID=7418137018408068372' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/7418137018408068372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/7418137018408068372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoportela.blogspot.com/2007/10/eu-queria-cantar-te-um-fado.html' title='Eu queria cantar-te um fado'/><author><name>Ricardo Portela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06830163003509055280</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STS0jqBDVBI/AAAAAAAAAEo/QingMHiquFQ/S220/Ricardo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/RxaqL7jv0vI/AAAAAAAAACE/YgGKk-kJ2gY/s72-c/amalia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4749523015597115881.post-7174497689326505601</id><published>2007-10-06T00:01:00.000-07:00</published><updated>2007-10-06T00:18:54.841-07:00</updated><title type='text'>No meio da tormenta, aparecem sempre lampejos reconfortantes....</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/Rwczw7jv0rI/AAAAAAAAABk/98LnggvpAr4/s1600-h/Duncan.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5118116417244222130" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/Rwczw7jv0rI/AAAAAAAAABk/98LnggvpAr4/s320/Duncan.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nessa noite, lembro-me de Zélia Duncan. Sim, a cantora niteroisense que grande parte do Brasil aprendeu a admirar. Recordo-me de quando a vi, no Palácio das Artes de Belo Horizonte, há alguns anos atrás, e também de como fui parar lá.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estava eu em um sábado, bem de manhã cedo, rodando de carro por BH. Tinha sido mais uma noite DAQUELAS, em que tinha me sentido “the last of the lasts”. Mais uma noite típica do período negro que vivi em minha vida, no qual toda e qualquer faceta racional foi ofuscada por uma prevalência de um lado extremamente emocional e insano. E mais uma noite na qual sofri, na qual fui defrontado com todos meus fantasmas do passado (ponto para Dickens) e que fui assombrado por eles, através da visão que me ofereciam de quanto eu poderia ser alguém tão cheio de defeitos e problemas, a ponto de me tornar completamente indesejável e causador de nojo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E de repente, vejo na Avenida Álvares Cabral um cartaz do show que Zélia Duncan iria fazer em Belo Horizonte. Não tinha a menor noção de que ela estaria na cidade. E comecei a me lembrar de músicas que ela cantava, tais como “num apartamento, perdido na cidade, alguém está tentando acreditar que as coisas vão melhorar ultimamente”. Ledo engano, Zélia, as coisas não vão melhorar, aliás elas caminham para um beco sem saída e com perspectiva de pioras. Na medida do impossível, está dando para se viver, na cidade de BH, o amor é imprevisível e inatingível.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Zélia, que sempre cantou poesias que encaixavam com perfeição nos buracos formados em minha alma. “O deserto que atravessei, ninguém me viu passar, estranha e só, nem pude ver, que o tempo é maior, olhei pra mim, me vi assim, tão longe de chegar, mas perto de algum lugar..” Que sempre expressou momentos que marcaram a fogo minha vida por diversas vezes, e profundamente. “O que vc quer, o que vc sabe, não é fácil pra mim, meu fogo também me arde, as vezes, me vejo tão triste.. . meu coração, só se esconde e dói...”. Que sempre esteve comigo quando lágrimas insistiam em parecer inexauríveis, e o fim da dor inacessível. “Quando olhaste bem nos olhos meus, e teu olhar era de adeus, juro que não acreditei, eu me estranhei e me debrucei sobre teu corpo, e te agarrei nos teus cabelos... dei pra maldizer o nosso lar, pra sujar seu nome, te humilhar, e me entregar a qualquer preço, te adorando pelo avesso...”. Concluindo, é exatamente o que eu estava precisando neste instante.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Data do show? No mesmo dia, naquele próprio sábado. Corro eu para o Palácio das Artes, rezando a todos os santos, orixás e beatos para conseguir uma entrada. Vou sozinho mesmo, a certeza quase indubitável de que terei de ir “all by myself” nesse show me faz desistir de qualquer tentativa de chamar quem quer que seja. Atitudes práticas, rápidas e objetivas são características minhas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E, incrivelmente, consigo a entrada para o show. E olho para aquela entrada como uma possível passagem entre a dimensão que estou vivendo, e uma segunda, aonde as dores e os sofrimentos são atenuados e dispersos por uma voz cantando letras e músicas conexas. E me concentro naquele ingresso, como se fosse o último pedaço de esperança que me restasse, um bálsamo para tudo aquilo que estava passando e sentindo naquele momento.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Passo o resto do dia naquela ansiedade clássica de quem está próximo de um grande acontecimento. Compro roupas novas, cantarolo as músicas pelos cantos da casa, lembro-me de Niterói, telefono para minha mãe contando do acontecimento da noite. Sim, sempre minha mãe ouvindo, mesmo que disfarçadamente muitas vezes, tudo que acontece em minha vida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E vou para o show. Quase uma hora e meia antes, aprendi com os mineiros que “o trem se espera é na estação” ou mesmo, como dizia a minha avó, “a missa se espera é na igreja”. Preciso me precaver contra qualquer imprevisto, o acontecimento é demasiadamente especial para ser perdido. Consigo fácil o estacionamento, e fico na porta do Palácio das Artes aguardando o momento da entrada triunfante. Essa experiência é muito enriquecedora, pois consegue-se observar as pessoas que chegam para o show, e vê-se claramente nos olhos destas que muitas encontram-se na mesma situação, ou, de outra forma, que possuem sensibilidade suficiente para conseguir entende o que Zélia vai transmitir. A sabedoria popular é inteligente ao afirmar que “um olhar vale mais do que mil palavras”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As portas se abrem, entro e fico sentadinho em meu lugar marcado. Não é dos melhores, mas também não é dos piores. Estar sozinho num show tem essa vantagem, consegue-se bons lugares pois, como quase todos vão acompanhados, os lugares isolados que vão aparecendo de acordo com a venda dos ingressos são muito pouco disputados. E sentado admiro o teatro, cada forma, cada reentrância, cada detalhe, como se aquele palco fosse um Templo no qual a pitonisa estive a ponto de adentrar e expressar suas previsões.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As luzes se apagam, e a música começa a ser tocada. E de repente, os músicos entram por trás do teatro, e Zélia caminha com eles. E ela passa ao meu lado, e esse simples e fortuito “quase” contato me deixa extasiado. Que sorte pegar aquele assento de quina. E ela começa a cantar, uma a uma, canções reunidas num show intitulado “Eu me transformo em outras” (ou quase isso). Só o título é algo com o qual me identifico, pois muitas vezes, de acordo com cada situação, eu acabo me transformando (ou assumindo) outras personalidades, sempre no intuito de poder melhor me adaptar ao ambiente e responder as exigências e anseios alheios de forma mais plausível. E cada canção penetra em meus pensamentos, une-se a minha mente e permite que, naquelas poucas horas, minhas perturbações e angústias sejam esquecidas e remediadas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Zélia não possui uma beleza clássica e nem condizente ao estereótipo que muitos procuram e almejam na atualidade (ODEIO ESTEREÓTIPOS). Mas a sua voz, as suas músicas, e seu jeito de ser e de se apresentar a tornam, para mim, um modelo de beleza sem igual, superior a muitas personalidades que cultivam um conceito de belo fútil, fugaz e passageiro. Talvez aí possa se abrir uma vasta e infindável discussão acerca do conceito do “belo”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Alguém oferece rosas vermelhas a Zélia. Ela as recebe de uma forma doce e educada, e espalha as pétalas por quase todo o seu percurso no palco. Posso ser capaz de afirmar que senti o perfume dessas rosas, e que vi, através desse gesto, que o carinho e admiração de seus fãs estavam, nesse momento, e metaforicamente, pavimentando o caminho artístico dela e fazendo parte de seu “ser” artístico. Nada melhor para justificar o porquê da identificação de muitas pessoas com as canções que estavam sendo apresentadas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E, como era infelizmente previsível, o show acaba. Mas a tristeza por ter chegado ao fim é eclipsada pelo êxtase e pela felicidade de estar perto e ouvir Zélia, e te ter desfrutado de momentos de puro prazer. Posso afirmar que o sentimento de plena realização é praticamente comparável a um orgasmo, mas um orgasmo que se dá de uma forma harmoniosa e mais duradoura. E muitos daqueles sofrimentos, desilusões, agonias, angústias e incertezas se tornam mesquinhos, pequenos... A felicidade pode residir em detalhes às vezes quase imperceptíveis, e o pouco se torna muito quando bem vivido e apreciado. E também, quase sempre, esses detalhes estão em momentos e situações imprevisíveis.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Obrigado, Zélia Duncan, por ajudar a enxergar meus sentimentos e minha realidade de uma maneira menos negativista, e mais tranqüila. Um show a mais para vc, uma cidade a mais visitada, mas acima de tudo, um grande momento de paz e felicidade para mim. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4749523015597115881-7174497689326505601?l=blogdoportela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoportela.blogspot.com/feeds/7174497689326505601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4749523015597115881&amp;postID=7174497689326505601' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/7174497689326505601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/7174497689326505601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoportela.blogspot.com/2007/10/artistas-que-realmente-produzem-arte.html' title='No meio da tormenta, aparecem sempre lampejos reconfortantes....'/><author><name>Ricardo Portela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06830163003509055280</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STS0jqBDVBI/AAAAAAAAAEo/QingMHiquFQ/S220/Ricardo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/Rwczw7jv0rI/AAAAAAAAABk/98LnggvpAr4/s72-c/Duncan.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4749523015597115881.post-484361839849646713</id><published>2007-08-26T21:35:00.000-07:00</published><updated>2007-08-27T08:55:06.617-07:00</updated><title type='text'>Edição Especial de Astrologia: O Ariano, por ele mesmo...</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/RtJVCE2XVCI/AAAAAAAAABc/P3qNFc4mjWk/s1600-h/Aries.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5103234821914055714" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/RtJVCE2XVCI/AAAAAAAAABc/P3qNFc4mjWk/s320/Aries.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Ariano é turrão. Não ouse desafiar o ariano, ele vai mover mundos fundos para provar que está certo, e utilizará de todos os meios possíveis para tal empreitada. Entregar os pontos, desistir, abaixar a cabeça, acomodar-se, são situações que não constam da lista das “Mais mais” do Ariano. Cabeça dura? Que nada, apenas uma cabeçada sua pode trincar o mais puro diamante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ariano é brigão. Se existe uma guerra, é para ser vencida. E de preferência, com ele liderando, e assumindo o controle de todos os pontos. Controle dos detalhes não, o Ariano não é detalhista. Procura enxergar dentro do todo a razão de sua batalha e a perspectiva de vitória. E ele pode também questionar as definições de ética para conseguir seu intuito. Churchill é exímio exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ariano é um apaixonado. Age mesmo imprevidentemente para agradar àqueles que ama, e também para massacrar aqueles que odeia. Seus procedimentos são sempre embutidos de um toque especial de impulsividade, aonde o fim justifica os meios. A felicidade do ariano é, em grande parte das vezes, fazer a felicidade alheia. A doação espontânea e absoluta é característica “si ne qua non” de sua personalidade. Se vc exprime algum desejo e vontade a ele, pode esperar que em pouquíssimo tempo ele estará os realizando. Gênio da lâmpada! Mas não confinado, pois o Ariano precisa de espaço, principalmente à sua frente. Uma pessoa que limite o espaço da criatura pode se sentir no final como as roupas do Hulk durante a transformação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ariano é descuidado e desastrado. Habilidades manuais não são seu forte. Esqueça o artesanato, o bordado e a aula de pintura. Como não é detalhista, escapam a ele diversos pontos aonde poderia investir para melhorar o todo. Não é bom revisor de textos, e nem webdesigner. Mas é um excelente crítico. Não deixe jogos de porcelanas inglesas e seus vasos Ming no caminho desta Scania, ele costuma passar sem nem ao menos notar o que está em seu percurso. Mas se quebrar algo, reporá em tempo recorde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ariano é prático. Nada de falácias, pense somente na aplicação real do que pretende que ele faça. Reuniões e filmes brasileiros, todos deviam terminar meia hora mais cedo. As famosas DRs (discussão de relação) são uma verdadeira faca em seu peito. Ao pensar em problemas, ele é o primeiro a querer solucioná-los, e mesmo não estando envolvido diretamente, não vai sossegar enquanto não ver tudo no seu caminho correto. Injustiças também têm seus dias contados quando descobertas, todo o seu furor e concentração estarão focados para dizimá-las. Quer fazer uma tortura chinesa com o Ariano? Coloque-o em uma reunião de duas horas, com trocentas pessoas falando, e sem nenhum resultado prático e real no final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ariano é um viciado nato. Procura extrair das coisas boas da vida o seu sumo, até a última gota. Tudo que é bom ou mata ou engorda. É predisposto, então, à obesidade. Não regule a alimentação dele, corre-se o risco de receber o prato de feijão tropeiro na cara. Da mesma forma, não questione o seu tabagismo, ou seus excessos em geral, dependendo do grau de paciência (geralmente curto), as respostas podem variar de um simples sorriso irônico a um desfile de imprecações impublicáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ariano é um velocista. Ayrton Senna foi o maior exemplo. Ele não tem tempo a perder, a não ser com seus excessos. Atrasos para esta divindade são imperdoáveis. O trem se espera é na estação, e a missa se espera é na igreja. Seu tempo é calculado de forma a realizar o máximo de coisas no intervalo de tempo o menor possível. É quase que uma relativização do conceito de espaço, pois seu objetivo é estar em todos os lugares no mesmo espaço de tempo. O relógio é seu melhor aliado, e acessório imprescindível. Identifique em uma multidão os arianos pelo seu andar curto, mas apressado. Caminhe ao lado dele, nunca na frente, com certeza ele poderá (e IRÁ) te atropelar em algum momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ariano é um realista. Não espere dele demagogias e utopias. E muito menos que ele assuma o lugar comum de dizer o que geralmente as pessoas não dizem. Adora desafiar dogmas, estereótipos e jogar na cara dos outros aquilo que elas mais querem esconder, ou aquelas coisas que tentam mascarar utilizando palavras e expressões mais suaves. Gosta de dar as definições claras de tudo. Exemplo: Se alguém vende o corpo, é prostituta, não importa se fazendo isso obviamente nas calçadas, ou disfarçadamente para obter vantagens pessoais. Chavões são um inimigo em potencial de nosso querido amigo do primeiro signo do zodíaco, portanto, a não ser que você tenha um objetivo claro de irritá-lo, esqueça-os na sua presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conseqüentemente, o Ariano é um desbocado. Não tem vergonha e nem pudor de demonstrar publicamente seus sentimentos, e faz isso com extrema eficácia e intensidade. Mas pode também guardar o que sente, e se comportar de maneira adversa ao esperado, apenas para conseguir obter sua tão almejada vitória. Se algo é real, é verdade, porque esconder? Não, não aguarde que ele vá utilizar de meios diplomáticos para resolver contendas, ele prefere expor a situação nua e crua, para que se possa ter noção do problema TOTAL, e daí ter vontade de realmente resolvê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ariano é um cético. Não acredita em nada, até que ele prove que aquilo realmente corresponde a realidade. Não imagine credulidade gratuita vinda de nosso amigo. Ele pode questionar até os pormenores inimagináveis, tentando localizar furos que invalidem alguma teoria. Ele não segue caminhos pré-determinados, vai ceifar a floresta para construir o próprio. Desbravar é um lema para o Ariano, e um prazer, o qual é muito maior do que chegar no ponto final. Imagine Indiana Jones no meio de uma floresta tropical fechada, com uma foice na mão, abrindo caminho para a caravana (e na frente dela!). Clássica definição ariana! Também clássica é a cena aonde Indiana tira o revólver e atira no espadachim fazendo acrobacias na sua frente, ao invés de atacar. Áries grita nessa hora de tanta identificação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ariano é um cigano. Se ele percebe que sua função em algum lugar está acabada, que ele não é mais necessário, ou que está beirando o comodismo, não hesitará em mudar completamente sua vida. New York, London ou Zimbabwe, tanto faz, ele vê vantagens e desvantagens em todos os lugares. A falta de perspectivas e o comodismo são como uma apunhalada em seu coração. A paixão o move constantemente! Existem muitos lugares no mundo que necessitam de suas atitudes, ele não deve ficar parado sem produzir, isso para ele é definição de MORTE. Ser um Médico sem Fronteiras é um de seus grandes sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prazer, Ricardo Portela, Ariano do dia 25 de março! À sua disposição! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4749523015597115881-484361839849646713?l=blogdoportela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoportela.blogspot.com/feeds/484361839849646713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4749523015597115881&amp;postID=484361839849646713' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/484361839849646713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/484361839849646713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoportela.blogspot.com/2007/08/edio-especial-de-astrologia-o-ariano.html' title='Edição Especial de Astrologia: O Ariano, por ele mesmo...'/><author><name>Ricardo Portela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06830163003509055280</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STS0jqBDVBI/AAAAAAAAAEo/QingMHiquFQ/S220/Ricardo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/RtJVCE2XVCI/AAAAAAAAABc/P3qNFc4mjWk/s72-c/Aries.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4749523015597115881.post-3100441978945606729</id><published>2007-08-22T22:01:00.000-07:00</published><updated>2007-08-25T10:14:22.779-07:00</updated><title type='text'>A aliança (possível) entre o sentimento e a razão</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/Rs0YRE2XVBI/AAAAAAAAABU/fAuSR7d_UH8/s1600-h/amizade1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5101760634519245842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/Rs0YRE2XVBI/AAAAAAAAABU/fAuSR7d_UH8/s320/amizade1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não te peço que me compreendas. Acredite, sou uma pessoa além da compreensão, não que eu queira me fazer de especial, ou dizer que sou melhor do que os outros, apenas diferente. E pauto minha vida e minhas atitudes pelo inesperado, pelo inusitado. Costumo me divertir com chantagens emocionais e assumir posicionamentos completamente contrários daqueles que as pessoas esperam que eu assuma perante um desafio, ou que queiram induzir me chantageando. A rotina e a monotonia são minhas inimigas mortais, e costumo, por exemplo, trocar meus caminhos de ida e volta ao trabalho apenas para não cair na mesmice. E assumo minha personalidade multifacetada, com reações e posicionamentos que se enquadram a cada situação específica, a cada momento em particular. As moléculas que compõem meu corpo são as mesmas encontradas na natureza, dessa forma posso ser um riacho calmo que inspira e acalma, ou um imprevisível e destruidor maremoto. Portanto, apenas me entenda, não me compreenda. O tempo que vc gastará para tentar me compreender poderia representar um risco de inércia, e com certeza resultaria em um grande disperdício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te peço que me ames. Amor substantivo abstrato, não tem forma, cor, odor, e muito menos pode ser mensurado. Nunca caia na armadilha de dizer que fulano ama mais sicrano do que o sicrano ama fulano, não tem como se medir algo tão abstrato e de definição tão imprecisa. Ou este amor existe ou não faz parte deste relacionamento. E também amar é verbo intransitivo, não precisa de complemento. Tampouco de condições. Algo assim tão difícil de descrever, também torna-se problemático de estabelecer se faz parte do rol pessoal de sentimentos por outrem. Outra perda de tempo é gastar horas e horas fazendo uma auto-análise para tentar definir se está se amando ou não outra pessoa. Para deixar as coisas mais simples, tente sentir e expressar outros substantivos abstratos que são muito mais palpáveis, como respeito, atenção, carinho, dedicação, afeto, honra, verdade, cumplicidade. Quem sabe essas palavrinhas conseguem estabelecer aos poucos e em partes o verdadeiro sentido de amar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te peço que me bajules. Adulação é prima próxima da falsidade, da demagogia, do cinismo e da pobreza de espírito. Tenho qualidades que são dignas de grandes elogios, mas também defeitos à altura da execração. Como toda e qualquer pessoa, sou um amálgama de características, que, dependendo do ponto de vista, podem ser consideradas boas ou más, mas em que em grande parte das vezes transitam na linha tênue que separa esses dois opostos. Apenas reconheças que sou o somatório de todas essas posições antagônicas (ou não), e que é justamente isso que define a minha personalidade. E que, em algumas situações, o meu verdadeiro SER pode ficar mascarado dentro de um ESTAR provisório, fruto de um momento ou mesmo de uma conjunção de fatores, os quais por mais que se esforce acabam por influenciar camadas mais profundas da consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te peço performances ou atitudes espetaculares. A busca dessa excelência pode beirar o artificialismo, e dessa forma se expressar de forma vazia e fugaz. Aqueles que dão valor às grandes coisas, ou aos momentos mais marcantes, acabam jogando no lixo tempo de vida precioso a espera desses acontecimentos supranormais, e nunca se satisfazem com o que acabam obtendo, procurando sempre por mais, e mais... Quando aprendemos a dar valor às pequenas coisas, aos ligeiros detalhes, ou mesmo a pormenores que passam despercebidos, conseguimos agregar em nossa vida um maior número de momentos felizes e de paz interior. Um toque macio e suave, um afago inesperado, uma palavra de afeto em um momento inusitado, um olhar que transmite a frase chave “eu me importo com vc”, podem valer muito mais do que uma noite de sexo selvagem e enlouquecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te exijo riquezas. Dinheiro é algo que realmente não traz felicidade, mas ajuda a manter a preocupação distante. Mas perder a dignidade e a honra por conta de benefícios financeiros traduz uma falta de caráter incomensurável. Porque ao invés de esperar que possas fazer tudo por si só, não preferes construir um caminho a quatro mãos, e dessa forma com maior eficiência e perfeição? Apenas exijo que torne sua vida um campo de perspectivas e planos, e que através destes construa seu futuro, sem se render ao comodismo de uma situação que em muitos momentos pode parecer não confortável. Traduza seus pensamentos em atitudes práticas. Ao invés de reclamar dos problemas, tente dispender tempo procurando as soluções. E sempre que precisar de qualquer coisa que seja, conte comigo, pois na maioria das vezes consigo ser muito mais feliz quando contribuo para a realização da felicidade das pessoas que me rodeiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que estou tocando nesse tema, não pretendo que sejas a razão de minha felicidade, e muito menos que eu seja a base da tua. Como diria o Sidarta, nunca devemos permitir que a nossa felicidade dependa de outras pessoas, ela deve única e exclusivamente ser construída e alicerçada por nós mesmos, sem ter nenhum pilar içado sobre outras individualidades. Somos completamente responsáveis por tudo que nos acontece, e jogar para cima dos outros a responsabilidade de nossos atos é simplesmente nos tornar cegos para características próprias que devem ser trabalhadas e aprimoradas. Aceitar-se a si mesmo não significa dizer “sou assim mesmo e pronto” (a famosa Síndrome da Gabriela – eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim...). Isso vai de encontro a todo e qualquer conceito de evolução e desenvolvimento, os quais acredito sejam as verdadeiras razões de nossa existência. O poder de auto-análise e avaliação, associado com a perspicácia de encontrar maneiras e caminhos para atingir o aprimoramento, são características fundamentais em qualquer um que realmente queira aproveitar cada momento da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas te peço que sejamos como duas massas de modelar, as quais possam se moldar uma a outra, se adequar mutuamente, se encaixarem, sem nunca perder as suas características básicas originais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4749523015597115881-3100441978945606729?l=blogdoportela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoportela.blogspot.com/feeds/3100441978945606729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4749523015597115881&amp;postID=3100441978945606729' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/3100441978945606729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/3100441978945606729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoportela.blogspot.com/2007/08/aliana-possvel-entre-o-sentimento-e.html' title='A aliança (possível) entre o sentimento e a razão'/><author><name>Ricardo Portela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06830163003509055280</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STS0jqBDVBI/AAAAAAAAAEo/QingMHiquFQ/S220/Ricardo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/Rs0YRE2XVBI/AAAAAAAAABU/fAuSR7d_UH8/s72-c/amizade1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4749523015597115881.post-2099325727137521771</id><published>2007-08-13T23:00:00.000-07:00</published><updated>2007-08-14T07:44:23.913-07:00</updated><title type='text'>Um Lobisomem Mineiro na Cidade do Salvador - Parte I</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/RsFHJxcZZzI/AAAAAAAAABM/-n4waWUTgc0/s1600-h/werewolf.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5098434486376949554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/RsFHJxcZZzI/AAAAAAAAABM/-n4waWUTgc0/s400/werewolf.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Estar acordado às três horas da manhã, sem nenhum sono, e sem paciência para ver nada na televisão, é indicativo de que essa é mais uma daquelas tradicionais noites de guerra com Morfeu. Creio que eu já me acostumei com essa situação, e mesmo meu corpo não dá sinais de cansaço no dia seguinte. E a primeira vista, aqueles que não me conhecem o suficiente, já pensam que eu estou com problemas, que alguma coisa não me deixa dormir. Não deixam de estar completamente certos, pois minha cabeça funciona continuamente pensando mil coisas ao mesmo tempo, mas não é algo diretamente relacionado a problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia recorrente passa na cabeça, dirigir é desestressante. Visto-me rápido, e ao me vestir relembro uma das vantagens de morar aqui, nunca faz frio, não existem complicações maiores com O QUE se vestir. Olho para os gatos, esses sim abençoados, pois dormem de dia, e também de noite, sem nenhuma dificuldade. Mas nesse momento acordam e me olham, e lançam aquele olhar de incredulidade que qualquer pessoa que morasse comigo me lançaria, algo do tipo “Vai sair de casa a essa hora?”. Sem maiores problemas, talvez eles mais do que qualquer um entendem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desço, e é hora de acordar o porteiro para abrir o portão. Este sim, apesar de não poder, dorme profundamente. Após diversas tentativas, no qual se balanceia a vontade de acordá-lo com o medo de fazer barulho e incomodar o resto do prédio, consigo. E recebo o terceiro olhar de incredulidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entro, ligo o carro, e Billie Holiday começa a convenientemente conversar comigo, falado de sua “Solitude”. Os fantasmas que assombram Billie talvez tenham a mesma natureza dos meus. Definitivamente, além dos gatos, Billie também pode me entender (e sendo sincero, entendo-a também perfeitamente), e por isso me acompanha nesses momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminho a seguir? Claro, a orla. Outra grande vantagem de se morar nessa cidade, não existe remédio melhor do que andar, ou passar de carro na orla, nesses períodos de auto-questionamento. As ondas batendo nas pedras me lembram de algo que me foi dito há muito tempo: “Seja igual à água dos rios, que ao encontrar a pedra, pacientemente desloca seu rumo, contornando seu obstáculo, mas pouco a pouco vai erodindo a pedra, até retornar ao seu curso original”. A mesma coisa acontece com a água do mar enfrentando as rochas da orla, espero eu. E a mesmíssima coisa deve acontecer em minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns gatos pingados e pardos povoam a fauna noturna da cidade. Lojas de conveniência são paradas obrigatórias deles, aonde uivam para a lua comemorando o seu abandono, regados ao bálsamo etílico amargo, mas eficaz ao servir de ferramenta de desprendimento da realidade. Bebe-se muito nessa cidade, em qualquer hora, qualquer ocasião, talvez a energia desprendida em festas, eventos, ocasiões, se fosse um décimo direcionada para realizações práticas na vida, fariam esse lugar evoluir bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de minha avó... lembro-me de Tia Iêda. Essas lembranças são ótimas para amolecer meu coração, nada melhor do que utilizar os flashes de memória com pessoas as quais vc realmente amou e foi amado por elas, e que representam marcas de vivência que se apagam, para quebrar o gelo da racionalidade. A fase Vulcana se prenuncia em mim, a lógica tem tomado conta de minhas decisões e pensamentos. Quando avalio a realidade e vejo que essa lógica está muito forte, procuro ser um pouco Dr. Spock, meio humano e meio Vulcano. Faço bobagens sendo extremamente racional, mas também sou exímio em executar tolices as mais diversas quando migro para o extremo sentimental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento se torna mais intenso, a chuva começa. Aqui é comum “chover mar”, porque aliada a chuva vem uma forte maresia, e é fácil constatar que as gotas de chuva são salgadas. Meus aparelhos eletrônicos passam na mente, resquício da lógica e da racionalidade, essa maresia está acabando com meu computador (já acabou com um, indubitavelmente acabará com o segundo), vai acabar com minha televisão, com meu som. Às favas com essas preocupações, como diria Dona Auzinda: “Mais tem Deus a dar do que o diabo a carregar”. Diabo? Um fenômeno natural como esse, e eu o delego às forças demoníacas? Ok, “força de expressão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra espécie comum na fauna noturna são os automobilistas de ocasião, que adoram ruas desertas, e pessoas tentando dormir, para exibir suas “habilidades” ao volante. Mais uma forma de atrair a atenção alheia que têm lhes faltado no cotidiano, e de algum modo tentar extrair de si um PODER, que não conseguem ter em seu trabalho e vida pessoal. Distância deles, gosto muito de meu C3 redondinho para algum palhaço desses fazer qualquer coisa com ele. A Lógica de novo... quem sabe se eu me juntasse a eles, pelo menos desse prazer transitório eu poderia desfrutar? Não, não é o tipo de PODER que quero ter, aliás não consigo ter, e a minha precaução fala mais alto. Meus momentos de atitudes impensadas e de rompantes são, como devem ser todos, raros e imprevisíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Previsibilidade, palavra mais chata, que me enoja. Ser previsível é ser chato, é ser monótono, é ser manipulado pelos outros que agem com vc de uma forma induzindo a uma ação previsível. É conferir a outrem a chave do carro de suas decisões. Por isso tenho o prazer de ser imprevisível, pois adoro reagir de uma forma completamente oposta quando me induzem a determinados comportamentos. O prazer maior fica em ver a cara de espanto de quem esperava um vulcão, e acaba encontrando um riacho calmo, ou vice-versa, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Itapoã, além daqui minha personalidade precavida não me aconselha a ir (Precavida, Ricardo Portela? Sair na rua para dirigir a uma hora dessas é algo precavido?). Tudo bem, vamos voltar. A volta também é pela orla, mais um caminho inteiro para desestressar e pensar. Relembro Viçosa, e de como pude me tornar EU mesmo lá, sem estar a sombra dos outros, e sem ser um robô programado a repetir a trajetória de meu pai, como esperavam que eu fosse em Miguel Pereira. O melhor de lembrar da época de graduação e mestrado é que foram tantas pessoas que atravessaram meu convívio nesse tempo, que é impossível de lembrar de todas ao mesmo tempo, e de todas as situações também. O mais prazeroso é que, de repente, surgem na memória fatos ou indivíduos do qual não se recordava há muito, e achá-los nessa revirada do baú me suscita novos questionamentos e formas de encarar a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Placaford, Pituaçú, Piatã... chegando perto de casa. Os coqueiros que se adaptam ao vento, se curvam a ele, mas não caem (na maioria das vezes...) me lembram da adaptabilidade. Avisam que conseguir se moldar a realidade é fator indiscutível para poder viver. Fico rindo comigo mesmo ao lembrar da frase “Na Bahia tem mais artistas do que coqueiros”. Não deixa de ser uma grande verdade, além do povo ter uma grande vertente artística, e não ter pudor em expressá-la, associado a isso tem muita gente que gosta de viver de arte, pensamentos, idéias, mas que raramente as coloca em prática. Imobilismo associado a conformismo, com um ligeiro tom de preguiça. Sem generalizações, por favor, mas muitos conduzem sua vida assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou me agregar aos animais da fauna dos postos de conveniência. Mas apenas transitoriamente, para adquirir as pílulas de prazer as quais me dou a liberdade de consumir: M&amp;amp;M. Entro e saio do modo mais à francesa que posso, não quero ser notado por eles, prefiro sair incólume de comentários e predicações. E de posse de meu vício, retorno para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma tentativa frustrada de acordar o porteiro. Bater o farol alto não adianta. Terei que dar aquela leve buzinadinha, assumindo o risco de incomodar alguém dos andares mais baixos. Em uma grande dificuldade, ele acorda e abre o portão, e lá vou eu para as mais arriscadas manobras para colocar o redondinho em seu devido lugar. Passo e entro no prédio sorrateiramente, não há explicações devidas a dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gatos me recebem com um olhar o qual tento decifrar: seria “Já de volta?” ou um “Demorou, hein?”. Não faço idéia, dispenso o relógio nessas ocasiões, prefiro desfrutar o tempo sem medidas, sem pensar se é cedo ou tarde demais. Minha irmã estava certa ao dizer que gatos não são interesseiros, são interessantes, e sua faceta de mistério me fascina. Nada muito aberto, muito óbvio, muito fácil de entender é digno de verdadeiro interesse, o bom está em tentar compreender e na dúvida. Sim, pensando dessa forma, meus gatos são esfinges, “Decifra-me ou devoro-te”. Ou "decifra-me, ou dê-me algo para devorar...".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamo os dois. O ciúme impede que ambos durmam comigo, o espaço da cama é suficiente para apenas um. Mas tudo bem, tudo calmo, tudo em paz, vou dormir mais calmo, mais sossegado, com a cabeça repleta de indagações, dúvidas e devaneios, com um pouco menos de tempo, mas com a paz comigo mesmo que, de alguma forma, a caminhada noturna me ajudou a ser um pouquinho mais Ricardo Portela. Agora vamos ao sono, e à grande aventura que isso representa, com os intermitentes sonhos, expressando explosões mais variadas do inconsciente. Mas isso é assunto para outra aventura desse lobisomem, meio homem, meio canino, mas com um especial tempero felino. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4749523015597115881-2099325727137521771?l=blogdoportela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoportela.blogspot.com/feeds/2099325727137521771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4749523015597115881&amp;postID=2099325727137521771' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/2099325727137521771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/2099325727137521771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoportela.blogspot.com/2007/08/um-lobisomem-mineiro-na-cidade-do.html' title='Um Lobisomem Mineiro na Cidade do Salvador - Parte I'/><author><name>Ricardo Portela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06830163003509055280</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STS0jqBDVBI/AAAAAAAAAEo/QingMHiquFQ/S220/Ricardo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/RsFHJxcZZzI/AAAAAAAAABM/-n4waWUTgc0/s72-c/werewolf.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4749523015597115881.post-5557686659435184297</id><published>2007-07-16T09:14:00.000-07:00</published><updated>2007-07-16T10:14:33.806-07:00</updated><title type='text'>Alguém pode dizer a verdade sobre a VERDADE?</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/RpukQ86_82I/AAAAAAAAABE/PtldyDMz3TQ/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5087840815183557474" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/RpukQ86_82I/AAAAAAAAABE/PtldyDMz3TQ/s400/images.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/RpucNs6_81I/AAAAAAAAAA8/44_dIs-fbuw/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Hoje lembrei-me de duas coisas que li há bastante tempo, e que até hoje representam a base de muito o que penso e no que me baseio para avaliar os fatos pelo que passo no dia a dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma delas foi uma observação de Kaanda Ananda, sobre a verdade: Imagine a verdade como um diamante muito raro, único, mas de um tamanho excepcionalmente grande, quase imensurável, localizado em um local de difícil acesso para uns, mas para o qual outros conseguem alcançar utilizando diversos atalhos. Devido ao tamanho desse diamante, e pelo fato dele ser extremamente bem lapidado e apresentar diversas faces, ninguém é capaz de visualizá-lo como um todo, somente algumas partes. E, dependendo do local que vc se posiciona em relação a ele, vc vai poder enxergar somente algumas partes, e também dependendo do seu tamanho e do seu alcance de vista (se vc usa um binóculo, uma luneta, um telescópio, óculos, ou nenhum acessório), a visão que vc vai ter dele será maior ou menor. Em outras palavras, a forma como vc vai visualizar essa verdade será sempre diferente da forma como outra pessoa a vê também, e todos estarão encarando a mesma verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma linha, a citação de Jihad Krishnamurti é bastante oportuna: “There´s no path to truth!”. Não há caminho para a verdade! Não existe nenhum caminho pré-moldado, ou pré-concebido, para se chegar à verdade. Cada um faz o seu, cada um determina por onde andar, como andar, o ritmo de sua caminhada, as ferramentas empregadas. E o grande diferencial é que o objetivo alvejado no final da sua caminhada é produto desta mesma, ou seja, o que vc vai encontrar no fim de seu caminho é conseqüência de tudo que acontece durante o período em que vc estava caminhando. A busca é tão ou mais importante do que a chegada final. Devido a isso, utilizar caminhos pré-formados, ou anteriormente feitos por outras pessoas, é ir em direção a um vazio, porque os ganhos finais já foram alcançados por outrem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que toda essa falácia significa? Primeiramente, que temos de respeitar as diferenças, pois elas são parte da trajetória de cada um. A descoberta da verdade é individual, e o modo de encará-la mais ainda. Nenhuma verdade é errônea, nenhuma verdade é deturpada, e muito menos inferior ou superior. São apenas visões diferentes de um mesmo diamante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, num segundo momento, temos a responsabilidade e o dever de pensar em cima de tudo que sentimos, vemos, aprendemos, de raciocinar sobre o que nos é apresentado, e de, a partir do nosso aprendizado, formular a nossa própria visão, a nossa própria verdade. Como também disse Krishnamurti: “Duvide do que eu falo, coloque em xeque o que eu penso, não aceite tudo que eu digo!”. Infelizmente o que mais vemos atualmente é uma preguiça generalizada no que tange raciocinar, pensar, formular raciocínios próprios, verdades individuais. Prefere-se aceitar como verdade única e universal o que está escrito em livros considerados infalíveis e portadores de “toda a verdade”, ou mesmo seguir mestres, gurus e líderes, sem a coragem ao menos de duvidar, ou de formular um pensamento próprio em cima do que foi lido ou ouvido. Ao optar por essa maneira de viver, a pessoa acaba por ignorar que ela está alienando alguns de seus bens mais preciosos, a liberdade de pensamento e o livre arbítrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inconscientemente, muitos já fazem isso. Quantos dizem ser seguidores de determinadas religiões ou seitas, mas no cotidiano empregam determinadas ações e alguns pensamentos que são potencialmente antagônicos ao que preconiza sua filosofia religiosa? Quem tem a tranqüilidade de consciência de dizer que realmente segue e aplica na sua vida TUDO que é dito em seu templo religioso ou nos livros que são a base de sua crença, sem nem ao menos optar por diferentes concepções?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bater no peito e dizer “MINHA RELIGIÃO É A CERTA”, “EU SOU SEGUIDOR DA ÚNICA VERDADE”, “VC ACREDITA NO QUE NÃO É CORRETO” é uma falta grave ao respeito pelo próximo, além de uma demagogia terrível, pois nem mesmo aqueles que se dispõem a essa cena conseguem aplicar em sua vida tudo que lhe é dito por suas próprias lideranças. E muitos dos conflitos, porque não dizer a maioria deles, que visualizamos no mundo antigo e moderno, têm como base essa prepotência e essa falta de respeito. Quem sabe quando aprendermos a respeitar os outros, e incluindo nesse respeito a compreensão de que cada pessoa que nos cerca é uma individualidade e, como tal, uma expressão de pensamento, e de que não somos nem superiores e nem inferiores, apenas diferentes (e ao mesmo tempo iguais na luta pela busca), poderemos realmente operar dentro de um micromundo para poder fazer um macromundo melhor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida Longa e Próspera! &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4749523015597115881-5557686659435184297?l=blogdoportela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoportela.blogspot.com/feeds/5557686659435184297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4749523015597115881&amp;postID=5557686659435184297' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/5557686659435184297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/5557686659435184297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoportela.blogspot.com/2007/07/algum-pode-dizer-verdade-sobre-verdade.html' title='Alguém pode dizer a verdade sobre a VERDADE?'/><author><name>Ricardo Portela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06830163003509055280</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STS0jqBDVBI/AAAAAAAAAEo/QingMHiquFQ/S220/Ricardo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/RpukQ86_82I/AAAAAAAAABE/PtldyDMz3TQ/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4749523015597115881.post-8630141994358528104</id><published>2007-07-12T07:38:00.000-07:00</published><updated>2007-07-16T09:47:58.052-07:00</updated><title type='text'>Resistiré</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/RpZEY86_80I/AAAAAAAAAA0/PGJsxqtQfh0/s1600-h/atame.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5086328024622691138" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/RpZEY86_80I/AAAAAAAAAA0/PGJsxqtQfh0/s320/atame.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/RpY_Ns6_8zI/AAAAAAAAAAs/SY8FwpK-j-A/s1600-h/atame.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A letra dessa música sempre me dá forças, em momentos difíceis. Vale a pena ler, é melhor do que muito livro de auto-ajuda. Para aqueles que tenham uma sensação de deja-vu, essa música foi cantada por Victoria April e Antonio Banderas na cena final de "Atame" de Almodóvar. Originalmente, foi sucesso na Espanha nas vozes da dupla Duo Dinamico.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Resistiré&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cuando pierda todas las partidas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cuando duerma con la soledad&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cuando se me cierren las salidas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Y la noche no me deje en paz.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cuando sienta miedo del silencio&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cuando cueste mantenerse en pié&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cuando se rebelen los recuerdos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Y me pongan contra la pared.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Resistiré, erguido frente a todo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me volveré de hierro para endurecer la piel&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Y aunque los vientos de la vida soplen fuerte&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Soy como el junco que se dobla pero siempre sigue en pié.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Resistiré para seguir viviendo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Soportaré los golpes y jamas me rendiré&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Y aunque los sueños se me rompan en pedazos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Resistiré, Resistiré...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cuando el mundo pierda toda magia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cuando mi enemigo sea yo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cuando me apuñale la nostalgia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Y no reconozca ni mi voz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuando me amenace la locura&lt;br /&gt;Cuando en mi moneda salga cruz&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cuando el diablo pase la factura&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O si alguna vez me faltas tu. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Resistiré, erguido frente a todo&lt;br /&gt;Me volveré de hierro para endurecer la piel&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Y aunque los vientos de la vida soplen fuerte&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Soy como el junco que se dobla pero siempre sigue en pié.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Resistiré, para seguir viviendo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Soportaré los golpes y jamas me rendiré&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Y aunque los sueños se me rompan en pedazos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Resistiré, Resistiré...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4749523015597115881-8630141994358528104?l=blogdoportela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoportela.blogspot.com/feeds/8630141994358528104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4749523015597115881&amp;postID=8630141994358528104' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/8630141994358528104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/8630141994358528104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoportela.blogspot.com/2007/07/resistir.html' title='Resistiré'/><author><name>Ricardo Portela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06830163003509055280</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STS0jqBDVBI/AAAAAAAAAEo/QingMHiquFQ/S220/Ricardo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/RpZEY86_80I/AAAAAAAAAA0/PGJsxqtQfh0/s72-c/atame.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4749523015597115881.post-1863009403822777612</id><published>2007-07-11T21:22:00.000-07:00</published><updated>2007-07-11T21:44:35.581-07:00</updated><title type='text'>De quantas dores são feitas as pessoas admiráveis?</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/RpWxk86_8yI/AAAAAAAAAAk/OBbchNiRM_Q/s1600-h/caravaggio_stigma.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5086166602571838242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/RpWxk86_8yI/AAAAAAAAAAk/OBbchNiRM_Q/s320/caravaggio_stigma.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As coincidências me incomodam, pois nelas pode-se reparar a tendência de ação do inconsciente coletivo, e como as pessoas revelam características e facetas as quais nem elas mesmas conhecem. E uma delas veio ao meu pensamento hoje: por que todas as pessoas que admiramos, que tomamos como ícones, invariavelmente passaram em algum momento de sua história por momentos de dor e provações? Por que a tendência de divinizar o sofrimento?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Vejamos o primeiro exemplo: os heróis. Sim, os heróis com certeza, porque eles sofrem, e mesmo os mais poderosos passam por momentos difíceis antes de estarem completamente cônscios de suas capacidades, e partirem para um grand finale. Qual herói não esteve em uma situação na qual parecia próximo de seu fim e, num relance de sorte e de revelação, dão a completa volta por cima e acabam em uma apoteose verdadeiramente “heróica”?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Segundo exemplo: líderes, ícones e figuras religiosas. Vejam o estrondoso sucesso do filme “A Paixão de Cristo”, onde o sofrimento de Jesus é mostrado em cenas onde não se poupou nem dramaticidade e nem sangue cenográfico! Dispensável dizer o nível de comoção que causou nas pessoas. São Francisco e suas chagas, São Sebastião e as flechas, Gandhi e sua estrutura corporal frágil agravada por suas greves de fome, Chico Xavier e sua saúde precária, Martin Luther King e o preconceito racial e sua morte estúpida... e nesse sentido muito poderia ser relatado...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Terceiro exemplo, e talvez um bem surpreendente: nossos antepassados. Quantas histórias pessoais e contadas por conhecidos, de avós e bisavós que passaram fome e outras privações materiais, negócios fracassados, terras perdidas, dificuldades para criar seus filhos, casamentos infelizes e sofrimentos ante-mortem. E sempre nossos antepassados são citados como exemplos de figuras merecedoras de respeito e admiração.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;No dia a dia, é fácil muitos de nós nos apiedarmos e amolecermos o coração perante idosos pedintes, pessoas acidentadas, crianças marginalizadas, mães e pais sem notícias de seus filhos, mulheres estupradas e pais de família em dificuldades financeiras.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E essas pessoas, ao passarem por dores e sofrimentos, tornam-se admiráveis. Admira-se o seu comportamento perante a provação, seja de resignação e aceitação, ou, e outro extremo, de luta e enfrentamento. Louva-se seus exemplos, os quais suscitam dentro de nós questionamentos sobre quais seriam nossas atitudes perante tais situações, e o quanto suportaríamos. E muitos acreditam que a dor se torna condição exclusiva e necessária para que o ser humano possa entrar em fase de reflexão e mudar hábitos e costumes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A minha pergunta que fica é esta: Seremos nós pessoas que somente nos modificaríamos, ou evoluiríamos, quando experimentamos determinadas situações, ou sentimos alteradas a rotina a qual nos acomodamos? Algo do tipo “você só pode dizer que não gosta do jiló provando ele!”, ou mesmo, para os mais exaltados “é preciso provar de tudo para que se possa julgar”!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Dentro dessa realidade, reduzimos ao pó o nosso poder de observação e meditação, e subestimamos nossa inteligência. O simples fato de observar a dor alheia, as conseqüências dos atos de outras pessoas e os caminhos que as levaram ao sofrimento não podem nos induzir a pensar e refletir, e dessa forma identificar as CAUSAS desses fatos? A meditação pura e simples, isenta de pré-conceitos e de vícios culturais, profunda no que tange o envolvimento de todas as possibilidades e probabilidades, não seria por si só suficiente para despertar a nossa consciência? Seríamos seres humanos modernos e evoluídos o suficiente para traduzir em ações práticas nossas reflexões íntimas e, por que não dizer, complexas?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dessa forma, o heroísmo da sobrevivência ao caos e ao desespero é substituído pelo heroísmo da inteligência, da perspicácia e da coordenação entre pensamento e ação. Pode-se então dizer que, atingido esse estágio de pensamento, estamos deixando para trás um mundo de impulsividade e punições, por uma era aonde a observação se torna fonte de prevenção de erros.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dessa forma, apresento a dicotomia e a polêmica: Evolução pela experiência prática ou pela observação e meditação? A primeira alternativa, típica da cultura ocidental, e a segunda, marcante nas tradições e religiões orientais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Obs: Impossível não dizer que escrevi isso debaixo da constante lembrança de minha avó. Quando penso nessa portuguesa da Bairrada, que tanto sofreu em sua vida, que tanto lutou pela sua sobrevivência e de seus familiares, e que passou por uma miríade de problemas e transtornos de saúde no fim de sua vida que abalaram seu vigor e seu orgulho próprio, minha admiração e saudade aumentam sensivelmente. Tenha a certeza, Dona Auzinda, que o seu legado, maior do que qualquer herança material, é a sua sabedoria, seu caráter e sua força, que acompanham grande parte de todos que tiveram a imensa sorte de lhe conhecer e desfrutar de sua compania. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4749523015597115881-1863009403822777612?l=blogdoportela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoportela.blogspot.com/feeds/1863009403822777612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4749523015597115881&amp;postID=1863009403822777612' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/1863009403822777612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/1863009403822777612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoportela.blogspot.com/2007/07/de-quantas-dores-so-feitas-as-pessoas.html' title='De quantas dores são feitas as pessoas admiráveis?'/><author><name>Ricardo Portela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06830163003509055280</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STS0jqBDVBI/AAAAAAAAAEo/QingMHiquFQ/S220/Ricardo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/RpWxk86_8yI/AAAAAAAAAAk/OBbchNiRM_Q/s72-c/caravaggio_stigma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4749523015597115881.post-7352712348673100563</id><published>2007-07-11T14:37:00.000-07:00</published><updated>2007-07-16T10:12:19.054-07:00</updated><title type='text'>Os caminhos da vida são inescrutináveis... e as fiandeiras do destino imprevisíveis...</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/RpVPHDHQP-I/AAAAAAAAAAc/CYKrgSFjSKo/s1600-h/aranha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5086058336698253282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/RpVPHDHQP-I/AAAAAAAAAAc/CYKrgSFjSKo/s320/aranha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Muitos de nós, ao lembrarmos o passado, apresentamos diversas reações, tais como "tudo isso parece estar num passado tão distante", ou mesmo "parece que foi ontem", e até alguns pensam "nunca pensaria naquele tempo que estaria aqui hoje".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Para mim, a primeira opção é a mais comum. Tenho extrema facilidade de romper com o passado, mas esse romper não significa em nenhum momento esquecer tudo que passou, ou mesmo legar ao passado um lugar no fundo do baú. Creio fielmente que todos nós evoluimos, crescemos, aprendemos a cada instante da vida, e que até o último suspiro, é hora de aprender um pouco mais com a vida. E entender o passado, tirar lições dos fatos acontecidos e dessa forma olhar em frente com mais embasamento, torna-se condição si ne qua non para viver.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Muitos dos que se incomodam com "as manchas do currículo" (coisas que preferimos esquecer, ou mesmo não lembrar... mas as quais, como diria bem Billie Holiday, "it's easy to remember, but so hard to forget") incubam dentro de si nada mais do que um sentimento de culpa, que em grande parte das vezes é disfarçada com um orgulho falso, que se traduz no indefectível "não me arrependo de nada do que fiz". EU ME ARREPENDO SIM DE MUITAS COISAS QUE FIZ, porque quando coloco na balança de São Miguel, de um lado as facetas positivas, e de outro as negativas, o saldo não é nada bom. Mas de outra forma, pensando quem sabe com muito otismismo, até naquilo de que me arrependo eu posso tirar lições e ensinamentos que podem me impedir de repetir tais sandices em momentos futuros, nos quais as consequências seriam ainda mais árduas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso seria apenas uma pequena introdução para justificar minha admiração por algo que ouvi, e que aderi como se fosse um post-it no roll das "minhas" verdades: OS CAMINHOS DA VIDA SÃO INESCRUTINÁVEIS, OU MESMO INEXORÁVEIS". Isso já tinha sido dito para mim há cerca de uns 16 anos atrás, mas em outras palavras, com uma explicação bem simples, a qual repito: Imagine a sua vida começando e terminando em dois pontos distantes um do outro. O primeiro significa seu nascimento, e o segundo sua morte. O caminho que vc faz de um ponto a outro é vc quem decide, é vc quem faz, e mais ninguém, e somente alguns pontos são determinados para vc passar (carma...), o resto, se vc vai direto, em curva, em S, em T... é vc quem decide.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Isso me recorda outra coisa, um ensinamento do budismo: O único responsável pela sua felicidade é vc, ela não depende de nenhuma outra pessoa. Então, construa a sua felicidade VC MESMO, e nunca confira a outras pessoas o poder de destruí-la, ou construí-la. Todos os seus problemas são causados por vc mesmo, no final das contas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E os caminhos da vida, apesar de muitos gostarem de fazerem planos de longo prazo, são inescrutináveis. Fazer planos, imaginar, idealizar, é extremamente humano, e faz parte de uma vivência salutar e prudente, mas temos de estar preparados para todas as possibilidades, todas as probabilidades, e temos de ter flexibilidade para nos adaptarmos às situações mais diversas possíveis, às mais diferentes possíveis. Temos que saber pisar no tapete vermelho do Copacabana Palace, e da mesma forma saber ir em Madureira e comer uma feijoada com Tia Surica da Portela!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Tudo em cima resume-se a uma frase: Comodismo é atraso! Inflexibilidade é imprudência! Adaptabilidade é requisito básico para a evolução, como já nos foi descrito por Darwin!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Saudações Portelenses! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4749523015597115881-7352712348673100563?l=blogdoportela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoportela.blogspot.com/feeds/7352712348673100563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4749523015597115881&amp;postID=7352712348673100563' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/7352712348673100563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/7352712348673100563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoportela.blogspot.com/2007/07/os-caminhos-da-vida-so-inescrutinveis-e.html' title='Os caminhos da vida são inescrutináveis... e as fiandeiras do destino imprevisíveis...'/><author><name>Ricardo Portela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06830163003509055280</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STS0jqBDVBI/AAAAAAAAAEo/QingMHiquFQ/S220/Ricardo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/RpVPHDHQP-I/AAAAAAAAAAc/CYKrgSFjSKo/s72-c/aranha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4749523015597115881.post-9091507568533991938</id><published>2007-07-06T16:17:00.000-07:00</published><updated>2007-08-22T23:00:31.828-07:00</updated><title type='text'>Dúvidas incomodam, mas são necessárias.</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/Ro7TtDHQP9I/AAAAAAAAAAU/x0SCCwZmguQ/s1600-h/DSC01285.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5084233800231174098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/Ro7TtDHQP9I/AAAAAAAAAAU/x0SCCwZmguQ/s320/DSC01285.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tem sido muito comum o fato de me pegar pensando: "O que eu estou fazendo aqui?", "Que lugar é esse no qual vim parar?", "Meu Deus, o que eu fiz de minha vida?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, confesso, estou em uma fase de choque cultural, e quem sabe uma pitada de crise existencial. De um lado, não posso reclamar, visto que saí de Minas para a Bahia para assumir um emprego estável, com um salário maior (o dobro) do que eu recebia lá. E as coisas funcionam bem na UFBA, estou satisfeito com o laboratório, com os companheiros de trabalho, com o ambiente em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que tem incomodado, e muito, é o pessoal, e não o profissional. O ritmo de vida das pessoas aqui é muito diferente de tudo que eu estava acostumado. Tudo muito lento, tudo muito devagar, as coisas demorando para acontecer sem uma razão lógica de ser. Algumas semanas para instalar um telefone, outras para a internet, um mês para a tv a cabo, lentidão total em filas de banco, cinema, e completa inaptidão das pessoas em muitas de suas funções. Raras são as exceções, uma delas é o coordenador do laboratório, o qual aprendi a respeitar e admirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As observações de meus amigos são variadas, vão desde "De repente, é o meio que vc pode ter para se educar e deixar de ser muito estressado e nervoso", a também "Vc já sabia de antemão que seria assim, não reclame". Mas aposto no período de adaptação ao lugar novo, ao novo ambiente, à nova cultura, ao estilo de ser das pessoas, pois já que eu tenho mesmo que me adaptar a essa nova realidade, faço então como disse nossa ministra, "relaxe e goze".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto saudades de Minas. Das pessoas, do clima, do ambiente, da cultura, da comida. Foram 13 anos, nos quais vivi de tudo, cresci, me tornei EU MESMO. Cheguei calouro, e saí doutor phd. Acho que a mudança se expressa das maneiras como cheguei e saí, em outras palavras, de como saí de Miguel Pereira vendo minha irmã e minha mãe na rodoviária, e literalmente chorando até o Rio de Janeiro, e de como fui embora, com a certeza de que tinha feito a coisa certa na hora certa, e com uma frieza lógica em meu coração.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como estou sendo muito pessimista, devo dizer que essa mudança acarretou também vantagens (e muitas!). As paisagens dessa cidade são belíssimas, e retornar do trabalho contemplando a orla é desestressante! A simplicidade de muitas pessoas faz com que possa se obter colaborações muito mais facilmente. Um pouco que se faz é motivo de destaque pessoal, pois valoriza-se pequenas coisas. E mudar significou também revolver, renovar e modificar aspectos de minha vida que estavam fedendo horrivelmente, igual água parada (com certeza cheia de larvas de Aedes...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, já mudei minha vida completamente outras vezes antes, estou mudando agora. No fundo, no fundo, gosto disso, da mudança, do desafio do novo (indubitavelmente, coisa de ariano). E sugiro isso a qualquer um, sacudir a poeira e mudar de ares de vez em quando, faz bem para renovar as forças. Mas aviso também que nunca desanimem perante os obstáculos que aparecerem e a vontade de voltar ao porto seguro do que é conhecido. Perseverança e obstinação são pré-requisitos básicos para alcançar tudo aquilo que se almeja na vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4749523015597115881-9091507568533991938?l=blogdoportela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoportela.blogspot.com/feeds/9091507568533991938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4749523015597115881&amp;postID=9091507568533991938' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/9091507568533991938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/9091507568533991938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoportela.blogspot.com/2007/07/tem-sido-muito-comum-o-fato-de-me-pegar.html' title='Dúvidas incomodam, mas são necessárias.'/><author><name>Ricardo Portela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06830163003509055280</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STS0jqBDVBI/AAAAAAAAAEo/QingMHiquFQ/S220/Ricardo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/Ro7TtDHQP9I/AAAAAAAAAAU/x0SCCwZmguQ/s72-c/DSC01285.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4749523015597115881.post-2609735025823460484</id><published>2007-07-06T09:24:00.000-07:00</published><updated>2007-07-06T09:31:03.456-07:00</updated><title type='text'>Iniciando</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/Ro5uMDHQP8I/AAAAAAAAAAM/mUdH9-5lfh4/s1600-h/DSC00680.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/Ro5uMDHQP8I/AAAAAAAAAAM/mUdH9-5lfh4/s320/DSC00680.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5084122182621085634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Oi a todos!&lt;br /&gt;Resolvi começar um blog, simplesmente pelo fato de que acho interessante compartilhar opiniões, pensamentos, experiências e demais coisas que possam ser parte de um dia-a-dia. Aprendo muito com o que outras pessoas permitem compartilhar comigo, e acho que estava sendo extremamente egoísta em não fazer o mesmo. Espero sinceramente poder sempre que possível colocar nesse blog tudo (ou almost everything) do que penso, do que acontece comigo, e que isso possa servir de base para outras pessoas pensarem também. Mas como diria Krishnamurti, "There´s no path to truth", cada um constrói a sua verdade, e seu caminho até ela (muitas vezes caminhar é mais importante do que chegar).&lt;br /&gt;Abraços cordiais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4749523015597115881-2609735025823460484?l=blogdoportela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoportela.blogspot.com/feeds/2609735025823460484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4749523015597115881&amp;postID=2609735025823460484' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/2609735025823460484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4749523015597115881/posts/default/2609735025823460484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoportela.blogspot.com/2007/07/iniciando.html' title='Iniciando'/><author><name>Ricardo Portela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06830163003509055280</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_gOdS62uCJ2Q/STS0jqBDVBI/AAAAAAAAAEo/QingMHiquFQ/S220/Ricardo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_gOdS62uCJ2Q/Ro5uMDHQP8I/AAAAAAAAAAM/mUdH9-5lfh4/s72-c/DSC00680.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
